… desde a madrugada de Domingo passado, na porta de casa. Entrei e ainda te sentia da cabeça aos pés, como se ainda estivéssemos abraçados. Então veio ontem… me joguei. Hoje fiquei o dia todo leve, mas de uma maneira estranha. Eu sou meio cismada e espero demais de tudo e de certos alguéns. Daí veio você todo irresistível e foi tudo que eu esperava. Mas não adianta, tudo que eu disser sobre a noite de ontem vai ser brega. Te agradecer por aqueles momentos intensos seria o cúmulo da carência.

E cá estou eu me sentindo como uma adolescente de 15 anos, sem saber como lidar com essas coisas. Se é que existe um jeito certo. Se ele existir, eu vou fazer errado só pra ficar do jeito que gosto. Já perdi a conta de quantas pessoas me disseram (eu mesma, inclusive) que eu preciso pensar menos e agir mais; me jogar mais. Mas e esse meu lado racional que sempre grita alto e me faz perder o rumo? Tomara que morra. Eu já ouvi e não vou obedecer. Agora pode parar de gritar.

Entorpecida*

Vinho tinto. E seco. Uma das minhas maiores paixões.
Malbec-Merlot, safra 2006. San Rafael. Mendoza. Argentina.
Meu estômago não gosta muito de argentinos. Confirmei a hipótese agora, depois que tomei uma caneca do resto daquela garrafa, que mencionei anteriormente. É, vocês não leram errado. Caneca. Tem taça aqui em casa, mas estou com preguiça de ir lá dentro buscar… até porque as taças são de quando minha avó se casou, em 1820… então, né! Melhor não arriscar.
… sabe de uma coisa? Eu tô precisando é tomar no cu (não literalmente, já disse que no meu ninguém mexe) e criar vergonha na cara. Esse meu medo de qualquer possibilidade de me envolver com alguém que não seja aquele capeta dos infernos (tomara que pegue fogo!), me irrita profundamente. E quem disse aquele outro (não é o capeta, veja bem) lá quer ter algo a mais comigo? Vai ver ele quer só me comer mesmo e pronto… simples. O que tem de mais nisso? Nada. Eu nem gosto dele assim.

Tá zuando com meu cabelo verde! Eu não posso ter ficado alcoolicamente alterada com esse pouco de vinho que bebi! Não mesmo! Outro dia bebi quase meia garrafa de um Cabernet sei-lá-das-quantas e só fiquei com sono. Estou com sede. Vou fazer xixi.
Sono. Meus olhos coçam e meu corpo está pesado. Está difícil digitar. Ficar aqui. Não quero ir dormir. Eu queria que você estivesse aqui. Ah, como queria! Porque daí eu iria dizer pra você se aproveitar de minha embriaguez e abusar de mim. Mas abusa direito, tá? Nada de abusos meia-boca. Porque sou destas, exigente. É, se exijo do vinho que bebo, imagine só daqueles que resolvem entrar aqui.

You shook me aaalllll aaaalllll aaaallll aaall niiiight… LOOOOOONG.
Tô bem precisando de um desses na minha vida.

Mãe, tem álcool no meu vinho!?

*Escrito em 09/06/2009

Aos que leram meu últimos posts ácidos e TPMísticos (?), aqui fica meu muito obrigada pela paciência e audiência (Y)