To orkut or not to orkut

Oh! Eis a questão…

Quando eu entrei pro mundo orkutiano (?), lá em 2004, não imaginei a merda que isso se tornaria. Não, eu não tive problemas sérios por ter meu perfil lá. Não perdi amizades nem namorados e nem sofri humilhação em praça pública por ter dito alguma merda em alguma comunidade. Pelo contrário, reencontrei pessoas legais; só que nem contato eu mantinha com elas. Aquela coisa de sempre, né? Vamos marcar algo, vamos sim! E no final das contas, apenas os esqueletinhos e palavras empoeiradas no cyberespaço.
Sofri fuçando o que não devia. E olha que nem sou dessas que gostam de se torturar, de procurar chifre em cabeça de cavalo… mas sabe, eu lia um recadinho bonitinho na página daquela lá, ia lá na página de recados da outra lá, e morria de ciúmes. Uma merda. Até que tive uma crise existencial e deletei meu perfil… não sem antes chorar por estar perdendo uns certos depoimentos. Fiquei longe de lá por em tempo. Aliviante.
Daí veio o lance de você poder trancar seu perfil, deixar que só seus amigos vissem… ah, menos stress e tentação, pensei. Que nada. Aí é que a curiosidade aumentava. Vi a fotinho dele ali, vou no perfil 412452 vezes, nada de mais. Nem uma foto nova, nem um recado novo… um sinal de fumaça? Aliás, eu sempre acessava meu perfil à espera de algo que não viria. Às vezes vinha, mas em doses que nunca me satisfaziam. Afinal de contas, era tudo virtual. Eu não podia pegar, nem abraçar, nem cheirar. Mais irritante ainda era aquele querido que deixava recado (scrept, scredid, dfsfjks, whatever) avisando da festa que ia rolar não sei aonde. Que ia comemorar aniversário no dia tal, hora tal, no bar tal. Ou então rolava aquele depoimento básico, se outras pessoas não pudessem saber da tal festa. Viu em cima da hora e não vai dar tempo de ir? Se fudeu. Pior ainda é a pessoa ficar irritada porque você tem outra vida além do orkut e não acessa seu perfil há dias. Ou meses. E anos. E então eu sempre me perguntava: por que diabos a pessoa não mandava uma mensagem no celular avisando? Ou ligava, como antigamente? Se é pra ser virtual, não quer gastar papel e nem uns centavos mandando mensagem, mande e-mail. Mais pessoal e mais seguro. Outra crise existencial, mais um perfil deletado. Volto após algum tempo. Por quê? Me senti excluída. Quando você diz que não tem orkut, as pessoas olham pra sua cara como se você fosse uma alienígena. Mas que absurdo! Não gosta de interagir? E os amigos se comunicando sempre, marcando coisas, dizendo que estão com saudades… enquanto meu celular não tocava, uma mensagem não apitava. Nada… eu estava sozinha. Então eu voltei. Firme e forte. Igual prego no angu.
Cadê a pessoalidade, meus amigos? Um abraço, um sorriso ou um beijo? No orkut todo mundo é feliz, se solta, tem aquele monte de amigos e depoimentos cheios de elogios. Ah, como são amados! As sessões de fotos feitas só para seus álbuns também são gigantes… todo mundo é lindo! Olha só meu namorado-eu-tenho-e-você-não-tem-bitch. Competição de egos e popularidade é mato.
Chega uma hora em que tudo isso cansa. Há tempos eu fazia o login no meu perfil, olhava pra cara dele, aliás, para a minha cara naquela foto, e pensava: por que diabos ainda não deletei essa merda? Tudo bem, é legal você adicionar a galera e interagir, ver que tem gente que realmente gosta de você bla bla bla. Mas algo ali sempre acabava me irritando. Eu sei que eu nem deveria ligar pra maioria do que está ali, mas acabo ligando. Então, há dois dias, enterrei meu orkut. Pra sempre? Difícil dizer. Mas é provável que seja mais difícil ainda eu voltar a ter outro perfil naquilo. Simplesmente porque a diversão acabou. Eu tinha orkut pelos motivos errados. Rede social por rede social, prefiro o Facebook e seus joguinhos inúteis.

Vejam só que merda. Orkut é tão inútil em minha vida, que escrevi, escrevi, e não disse nada.

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Não mais

Já não faz mais sentido sentir. Não assim.
Cansei daquilo tudo aqui e . Foi demais e foi bom. Mas já foi. Se e quando nos reencontrarmos, eu decido o que faço. Só sei que agora já não faz mais sentido.

This is the last song
That I will dedicate to you
Made my peace and now I’m through

Qualquer coisa

Daí que eu decidi não sentir mais você. Digo, não sei se decidi, mas há mais de uma semana que você não invade meu pensamento como sempre fez nesses últimos 2 fucking anos e mais alguns meses. Só pensei em você quando eu quis. Quando, perdida em meio aos meus novos pensamentos e sensações, me lembrei de algo que sentia e me deixava leve e puta e feliz e qualquer coisa; me lembrei que esse algo era você. Outro algo, qualquer coisa, aqui dentro de mim já vinha crescendo e dizendo pra eu deixar tudo de lado há muito tempo, mas minha teimosia não deixou. E talvez ainda não deixe. A vontade de mergulhar fundo em outro é grande, muito grande. Mas aí vem a minha teimosia qualquer coisa e estraga tudo. Essa minha mania de querer ter tudo, até a última gota, pra só então deixar de lado. Há muito tempo eu ouço Dave Grohl cantar que the time has come to wash you away e me empolgo com seus gritos e tenho vontade de te mandar ir à merda. Você e tudo isso que sinto.
Amar de longe e ficar em possibilidades já deu. Cansei. Cansei de mim. Desse jeito que me fechei pra qualquer outra coisa. Não é culpa sua. Na verdade você nem tem nada com isso. Eu só senti tudo porque eu quis, ninguém me obrigou a nada. É, cansei. Cansei de falar sozinha, de não ter nenhum retorno imediato. Uma reação, um olhar, algumas palavras. Cansei cansei cansei. De tudo. E principalmente de qualquer coisa.

Will you be there?

Ok, eu me rendo. E sim, eu sei que vocês não aguentam mais ouvir falar sobre Michael Jackson. Nem eu. Sérião. Mas desde sua morte, quando estou pulando de um canal para outro e vejo algum especial sobre ele, não consigo não parar para assistir; e ouvir algumas músicas de vez em quando. Como estou fazendo agora. Então dá licença porque agora eu vou escrever até cansar.
Fiquei muito resistente em escrever um texto sobre o Rei do Pop principalmente porque odeio falar sobre o que todo mundo está falando. Mas sabe, desta vez é muito mais forte do que eu. Não por eu ser fã de Michael Jackson. Não. Estou longe disso. Tudo bem, talvez não tão longe porque, apesar dos pesares, eu gostava da figura dele; e suas músicas fizeram parte de minha vida em algum momento, mas nem por isso foram alguma inspiração inesquecível para mim.

Assim que recebi a notícia da morte dele, voltei 18 anos no tempo; eu estava na casa de um amigo da minha tia, sentada em um sofá, e um clipe estava passando na televisão… me lembro daquela figura que me intrigou, e muito; do alto (?) dos meus 7 anos de idade, não consegui definir direito se aquele ser cantando e dançando na TV era homem ou mulher. Lembro que as pessoas que estavam comigo queriam ir embora, mas eu queria terminar de ver aquilo. Fiquei meio chocada com a fúria que ele(a) destruía um carro e depois rasgava sua blusa… aaahh, então é homem, concluí. Como não havia nenhum peito ou qualquer outra curva ali, então era homem! Né? Só muitos anos depois descobri que aquele clipe a que eu estava assistindo era a versão censurada de Black or White.
Me lembro de assistir a vários vídeos dele, principalmente quando ele veio ao Brasil pela primeira vez… assisti ao show dele pela TV e aquela histeria toda me assustou. Achava (e ainda acho, talvez) um absurdo pessoas ficarem tão histéricas por causa de um homem, mas ao mesmo tempo entendia aquela idolatria exacerbada. A figura dele era realmente cativante e impressionante. Me lembro que tinha vontade de correr e abraçá-lo, assim como muitos sortudos o fizeram, só pra ver se ele era de verdade mesmo. E também queria que ele tivesse me chamado pra fazer um clipe dele, principalmente o de Ghosts, só pra eu poder brincar com ele e mais aquele monte de fantasmas.

A figura de Michael Jackson sempre me passou muita simpatia. Ele sempre me pareceu ser uma pessoa extremamente educada e delicada. E frágil. Quando vieram todas aquelas acusações, e eu já tinha idade o suficiente para fazer meus próprios julgamentos, passei a desconfiar se ele realmente era inocente. Mas como eu tinha coisas mais importantes com as quais me preocupar, deixei pra lá… afinal de contas, o que eu tinha com aquilo? Não fazia diferença se ele era um comedor de criancinhas, isso não afetava o fato de que as músicas dele eram boas. Na verdade, eu cagava pra isso. E daí? E como a cada dia que passava ele ficava mais estranho, realmente deixei pra lá. Só acompanhava o que saía sobre ele de vez em quando, mas nem me dava ao trabalho de procurar.
E agora que ele morreu? Bem, aí sim tive curiosidade e vontade de procurar saber mais sobre a vida desta grande figura. Entender o porquê de tantas plásticas e de seu comportamento infantil. Enfim, não vou sentar aqui e discorrer sobre o que todos já estão cansados de saber; e sinceramente, mais uma vez estou cagando se vocês acham que ele era realmente um comedor de criancinhas, que merecia morrer; não ligo. Simplesmente porque a opinião de vocês (a minha incluída) não afeta o fato de que ele foi e sempre será o Rei do Pop; o que ele fez, ninguém mais fará. E de que eu continuo achando que ele era simpático, carinhoso, educado e inocente. Imaturo. Ele simplesmente não soube crescer.
Para mim, Michael Jackson vai ser sempre aquele cara da foto; com quem eu tinha vontade de brincar e dançar; quem eu tinha vontade de abraçar. Uma vez que fosse, só pra ver se ele era de verdade mesmo.

Will you be there?

Ok, eu me rendo. E sim, eu sei que vocês não aguentam mais ouvir falar sobre Michael Jackson. Nem eu. Sérião. Mas desde sua morte, quando estou pulando de um canal para outro e vejo algum especial sobre ele, não consigo não parar para assistir; e ouvir algumas músicas de vez em quando. Como estou fazendo agora. Então dá licença porque agora eu vou escrever até cansar.
Fiquei muito resistente em escrever um texto sobre o Rei do Pop principalmente porque odeio falar sobre o que todo mundo está falando. Mas sabe, desta vez é muito mais forte do que eu. Não por eu ser fã de Michael Jackson. Não. Estou longe disso. Tudo bem, talvez não tão longe porque, apesar dos pesares, eu gostava da figura dele; e suas músicas fizeram parte de minha vida em algum momento, mas nem por isso foram alguma inspiração inesquecível para mim.

Assim que recebi a notícia da morte dele, voltei 18 anos no tempo; eu estava na casa de um amigo da minha tia, sentada em um sofá, e um clipe estava passando na televisão… me lembro daquela figura que me intrigou, e muito; do alto (?) dos meus 7 anos de idade, não consegui definir direito se aquele ser cantando e dançando na TV era homem ou mulher. Lembro que as pessoas que estavam comigo queriam ir embora, mas eu queria terminar de ver aquilo. Fiquei meio chocada com a fúria que ele(a) destruía um carro e depois rasgava sua blusa… aaahh, então é homem, concluí. Como não havia nenhum peito ou qualquer outra curva ali, então era homem! Né? Só muitos anos depois descobri que aquele clipe a que eu estava assistindo era a versão censurada de Black or White.
Me lembro de assistir a vários vídeos dele, principalmente quando ele veio ao Brasil pela primeira vez… assisti ao show dele pela TV e aquela histeria toda me assustou. Achava (e ainda acho, talvez) um absurdo pessoas ficarem tão histéricas por causa de um homem, mas ao mesmo tempo entendia aquela idolatria exacerbada. A figura dele era realmente cativante e impressionante. Me lembro que tinha vontade de correr e abraçá-lo, assim como muitos sortudos o fizeram, só pra ver se ele era de verdade mesmo. E também queria que ele tivesse me chamado pra fazer um clipe dele, principalmente o de Ghosts, só pra eu poder brincar com ele e mais aquele monte de fantasmas.

A figura de Michael Jackson sempre me passou muita simpatia. Ele sempre me pareceu ser uma pessoa extremamente educada e delicada. E frágil. Quando vieram todas aquelas acusações, e eu já tinha idade o suficiente para fazer meus próprios julgamentos, passei a desconfiar se ele realmente era inocente. Mas como eu tinha coisas mais importantes com as quais me preocupar, deixei pra lá… afinal de contas, o que eu tinha com aquilo? Não fazia diferença se ele era um comedor de criancinhas, isso não afetava o fato de que as músicas dele eram boas. Na verdade, eu cagava pra isso. E daí? E como a cada dia que passava ele ficava mais estranho, realmente deixei pra lá. Só acompanhava o que saía sobre ele de vez em quando, mas nem me dava ao trabalho de procurar.
E agora que ele morreu? Bem, aí sim tive curiosidade e vontade de procurar saber mais sobre a vida desta grande figura. Entender o porquê de tantas plásticas e de seu comportamento infantil. Enfim, não vou sentar aqui e discorrer sobre o que todos já estão cansados de saber; e sinceramente, mais uma vez estou cagando se vocês acham que ele era realmente um comedor de criancinhas, que merecia morrer; não ligo. Simplesmente porque a opinião de vocês (a minha incluída) não afeta o fato de que ele foi e sempre será o Rei do Pop; o que ele fez, ninguém mais fará. E de que eu continuo achando que ele era simpático, carinhoso, educado e inocente. Imaturo. Ele simplesmente não soube crescer.
Para mim, Michael Jackson vai ser sempre aquele cara da foto; com quem eu tinha vontade de brincar e dançar; quem eu tinha vontade de abraçar. Uma vez que fosse, só pra ver se ele era de verdade mesmo.