Holdin’ on

Já que o vazio insiste em voltar nestes mesmos momentos, então que fique doendo dignamente.

Não precisa assistir, nem ouvir. Mas é sempre digno escutar.

And though the course may change sometimes
Rivers always reach the sea

 

Já me cansei de escrever sobre isso, cair nessa mesmice de nada. Mas é como dizem por aí, faz parte. Pegando emprestadas algumas palavras de um alguém daqui: isso tudo que escrevo aqui não reflete meu cotidiano em todos os seus momentos. É só uma parte da vida que insiste em ser assim. E quando a gente faz nada, alguns certos momentos tendem a ficar vazios. Semana que vem minhas férias acabam e a vida volta a se movimentar freneticamente. Bem como gosto. Obrigada a quem se importa.

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Will you be there?

Ok, eu me rendo. E sim, eu sei que vocês não aguentam mais ouvir falar sobre Michael Jackson. Nem eu. Sérião. Mas desde sua morte, quando estou pulando de um canal para outro e vejo algum especial sobre ele, não consigo não parar para assistir; e ouvir algumas músicas de vez em quando. Como estou fazendo agora. Então dá licença porque agora eu vou escrever até cansar.
Fiquei muito resistente em escrever um texto sobre o Rei do Pop principalmente porque odeio falar sobre o que todo mundo está falando. Mas sabe, desta vez é muito mais forte do que eu. Não por eu ser fã de Michael Jackson. Não. Estou longe disso. Tudo bem, talvez não tão longe porque, apesar dos pesares, eu gostava da figura dele; e suas músicas fizeram parte de minha vida em algum momento, mas nem por isso foram alguma inspiração inesquecível para mim.

Assim que recebi a notícia da morte dele, voltei 18 anos no tempo; eu estava na casa de um amigo da minha tia, sentada em um sofá, e um clipe estava passando na televisão… me lembro daquela figura que me intrigou, e muito; do alto (?) dos meus 7 anos de idade, não consegui definir direito se aquele ser cantando e dançando na TV era homem ou mulher. Lembro que as pessoas que estavam comigo queriam ir embora, mas eu queria terminar de ver aquilo. Fiquei meio chocada com a fúria que ele(a) destruía um carro e depois rasgava sua blusa… aaahh, então é homem, concluí. Como não havia nenhum peito ou qualquer outra curva ali, então era homem! Né? Só muitos anos depois descobri que aquele clipe a que eu estava assistindo era a versão censurada de Black or White.
Me lembro de assistir a vários vídeos dele, principalmente quando ele veio ao Brasil pela primeira vez… assisti ao show dele pela TV e aquela histeria toda me assustou. Achava (e ainda acho, talvez) um absurdo pessoas ficarem tão histéricas por causa de um homem, mas ao mesmo tempo entendia aquela idolatria exacerbada. A figura dele era realmente cativante e impressionante. Me lembro que tinha vontade de correr e abraçá-lo, assim como muitos sortudos o fizeram, só pra ver se ele era de verdade mesmo. E também queria que ele tivesse me chamado pra fazer um clipe dele, principalmente o de Ghosts, só pra eu poder brincar com ele e mais aquele monte de fantasmas.

A figura de Michael Jackson sempre me passou muita simpatia. Ele sempre me pareceu ser uma pessoa extremamente educada e delicada. E frágil. Quando vieram todas aquelas acusações, e eu já tinha idade o suficiente para fazer meus próprios julgamentos, passei a desconfiar se ele realmente era inocente. Mas como eu tinha coisas mais importantes com as quais me preocupar, deixei pra lá… afinal de contas, o que eu tinha com aquilo? Não fazia diferença se ele era um comedor de criancinhas, isso não afetava o fato de que as músicas dele eram boas. Na verdade, eu cagava pra isso. E daí? E como a cada dia que passava ele ficava mais estranho, realmente deixei pra lá. Só acompanhava o que saía sobre ele de vez em quando, mas nem me dava ao trabalho de procurar.
E agora que ele morreu? Bem, aí sim tive curiosidade e vontade de procurar saber mais sobre a vida desta grande figura. Entender o porquê de tantas plásticas e de seu comportamento infantil. Enfim, não vou sentar aqui e discorrer sobre o que todos já estão cansados de saber; e sinceramente, mais uma vez estou cagando se vocês acham que ele era realmente um comedor de criancinhas, que merecia morrer; não ligo. Simplesmente porque a opinião de vocês (a minha incluída) não afeta o fato de que ele foi e sempre será o Rei do Pop; o que ele fez, ninguém mais fará. E de que eu continuo achando que ele era simpático, carinhoso, educado e inocente. Imaturo. Ele simplesmente não soube crescer.
Para mim, Michael Jackson vai ser sempre aquele cara da foto; com quem eu tinha vontade de brincar e dançar; quem eu tinha vontade de abraçar. Uma vez que fosse, só pra ver se ele era de verdade mesmo.

Will you be there?

Ok, eu me rendo. E sim, eu sei que vocês não aguentam mais ouvir falar sobre Michael Jackson. Nem eu. Sérião. Mas desde sua morte, quando estou pulando de um canal para outro e vejo algum especial sobre ele, não consigo não parar para assistir; e ouvir algumas músicas de vez em quando. Como estou fazendo agora. Então dá licença porque agora eu vou escrever até cansar.
Fiquei muito resistente em escrever um texto sobre o Rei do Pop principalmente porque odeio falar sobre o que todo mundo está falando. Mas sabe, desta vez é muito mais forte do que eu. Não por eu ser fã de Michael Jackson. Não. Estou longe disso. Tudo bem, talvez não tão longe porque, apesar dos pesares, eu gostava da figura dele; e suas músicas fizeram parte de minha vida em algum momento, mas nem por isso foram alguma inspiração inesquecível para mim.

Assim que recebi a notícia da morte dele, voltei 18 anos no tempo; eu estava na casa de um amigo da minha tia, sentada em um sofá, e um clipe estava passando na televisão… me lembro daquela figura que me intrigou, e muito; do alto (?) dos meus 7 anos de idade, não consegui definir direito se aquele ser cantando e dançando na TV era homem ou mulher. Lembro que as pessoas que estavam comigo queriam ir embora, mas eu queria terminar de ver aquilo. Fiquei meio chocada com a fúria que ele(a) destruía um carro e depois rasgava sua blusa… aaahh, então é homem, concluí. Como não havia nenhum peito ou qualquer outra curva ali, então era homem! Né? Só muitos anos depois descobri que aquele clipe a que eu estava assistindo era a versão censurada de Black or White.
Me lembro de assistir a vários vídeos dele, principalmente quando ele veio ao Brasil pela primeira vez… assisti ao show dele pela TV e aquela histeria toda me assustou. Achava (e ainda acho, talvez) um absurdo pessoas ficarem tão histéricas por causa de um homem, mas ao mesmo tempo entendia aquela idolatria exacerbada. A figura dele era realmente cativante e impressionante. Me lembro que tinha vontade de correr e abraçá-lo, assim como muitos sortudos o fizeram, só pra ver se ele era de verdade mesmo. E também queria que ele tivesse me chamado pra fazer um clipe dele, principalmente o de Ghosts, só pra eu poder brincar com ele e mais aquele monte de fantasmas.

A figura de Michael Jackson sempre me passou muita simpatia. Ele sempre me pareceu ser uma pessoa extremamente educada e delicada. E frágil. Quando vieram todas aquelas acusações, e eu já tinha idade o suficiente para fazer meus próprios julgamentos, passei a desconfiar se ele realmente era inocente. Mas como eu tinha coisas mais importantes com as quais me preocupar, deixei pra lá… afinal de contas, o que eu tinha com aquilo? Não fazia diferença se ele era um comedor de criancinhas, isso não afetava o fato de que as músicas dele eram boas. Na verdade, eu cagava pra isso. E daí? E como a cada dia que passava ele ficava mais estranho, realmente deixei pra lá. Só acompanhava o que saía sobre ele de vez em quando, mas nem me dava ao trabalho de procurar.
E agora que ele morreu? Bem, aí sim tive curiosidade e vontade de procurar saber mais sobre a vida desta grande figura. Entender o porquê de tantas plásticas e de seu comportamento infantil. Enfim, não vou sentar aqui e discorrer sobre o que todos já estão cansados de saber; e sinceramente, mais uma vez estou cagando se vocês acham que ele era realmente um comedor de criancinhas, que merecia morrer; não ligo. Simplesmente porque a opinião de vocês (a minha incluída) não afeta o fato de que ele foi e sempre será o Rei do Pop; o que ele fez, ninguém mais fará. E de que eu continuo achando que ele era simpático, carinhoso, educado e inocente. Imaturo. Ele simplesmente não soube crescer.
Para mim, Michael Jackson vai ser sempre aquele cara da foto; com quem eu tinha vontade de brincar e dançar; quem eu tinha vontade de abraçar. Uma vez que fosse, só pra ver se ele era de verdade mesmo.