Pasárgada, oi?

Acabei de digitar “Pasárgada” no meu amigo Google, depois de reler meu post anterior. Tinha lido o poema há alguns anos e esqueci quem era o autor. É, deu branco, acontece nas melhores famílias. Meu amigo Manuel Bandeira há de me perdoar pelo deslize.
Enfim, depois de reler o digníssimo, cheguei à conclusão de que Pasárgada não deve ser lá tão legal. Não para mim. Ser amiga do rei com certeza é bem legal, mas namorar prostitutas bonitas não é a minha praia. Muito menos ter as mulheres que quero, na cama que escolher. E os homens, para onde foram? Não conheço nenhum que me faça ter vontade de subir num pau-de-sebo, nem se a recompensa for muito boa. Veja bem.
E você, onde está? Tomando um banho de mar? Isso dá pra fazer! Se dá! Eu daria. Ao som de Led Zeppelin a coisa flui, se é que me entende. Escute bem, vou colocar a Kashmir pra tocar no último volume e te polparei algum trabalho, já que a música em si já é orgásmica pra mim. Me causa arrepios incontroláveis. Ouviu bem? Eu estou ouvindo, mas apesar de estar com os volumes do computador e do headphone no máximo, ainda não foi o suficiente. Que coisa. Aliás, nem é difícil imaginar o tio Plant tendo orgasmos… mas relaxe, eu não sou tarada por tiozões do rock. Acho que abriria uma exceção para o Steven Tyler fácil, fácil, mas aí já é outra história.
Onde eu estava? Ah sim, a Ten Years Gone já está rolando há algum tempo, quase acabando… mal percebi. Se não fosse você me dizendo pra prestar a devida atenção nessa música, talvez morreria sem saber o quanto ela é linda. Sérião. Aliás, se não fosse você me fazendo prestar atenção em várias coisas, nada faria sentido e eu não estaria onde estou hoje. Nem teria voltado a ser eu. Mas o eu que digo é aquela que nasceu comigo, na raiz, e que se perdeu por aí ao longo dos anos, sabe-se lá por que diabos.
Não, Pasárgada não é o lugar para onde irei quando eu estiver triste, triste de não ter mais jeito… e sentir vontade de me matar. Manuel Bandeira que me desculpe. Se for pra morrer, que seja de você. E pode ser aí na sua casa mesmo, ou então naquela praia linda. Não, TEM que ser naquela praia linda. Claro, tudo muito regado a vinho tinto seco, este eu não dispenso.
Morrer de você. Que coisa mais poética, não? Ao som de Dazed And Confused ao vivo mais os gritinhos e gemidos de Robert-orgasmo-Plant, tudo fica mais lírico.
Mas só pra quebrar o lirismo, antes de morrer de você, eu te mato.
Ah! se mato.