Daquilo que já não é #2

1 de novembro de 2012

… resolvi ficar com meus pensamentos. Mas eles não andam felizes.

Ou melhor, alguns deles. Só alguns. Que batem lá no

 

fundo

no cantinho                                                    do meu cérebro, pedindo para formar imagens que não vi, mas que sei que aconteceram. Para formar um diálogo sujo que não ouvi, mas que sei que aconteceu. E basta saber. Ver, dependendo do que for, pode matar. E não quero matar nada. Não vou. Eu vou continuar. Sem ver, sem ouvir o que já foi, mas sabendo.

O que os olhos não veem, o coração

que sabe

SENTE.

 

28 de julho de 2014

Os olhos viram, os ouvidos ouviram e o coração sentiu
o que agora já não sente
mais.
Só pra que eu voltasse a ser inteira e estar
em paz.

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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

4 comentários em “Daquilo que já não é #2”

  1. Carolda, amei tanto a disposição do seu texto que precisei reler duas vezes: uma para admirá-la e uma segunda vez para abstrair o sentido das suas palavras! Saio daqui apaixonada pelo conjunto ❤

  2. Esse texto é todo bonito. Dá aquela esperançazinha de que depois que a água passar debaixo da ponte, talvez a gente fique ainda melhor. Inteira, você disse, né?
    Beijo!

  3. Nem sempre é possível fugir. É sempre uma fuga consciente, uma ilusão que nos permite pensar que o coração esteja autoimune, mas não sempre. Talvez nunca. Porque ele sempre sabe. Sempre.

    Beijo Carolda!

    Gosto demais dos teus escritos.

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