100 momentos felizes

Daí que ontem eu estava passeando pelas internets da vida quando, assim, de repente, me deparei com algumas críticas ao projeto 100 Happy Days. Que ele força a gente a ser feliz por 100 dias seguidos. Que a gente não consegue registrar os momentos felizes. Que o fato de estarmos preocupados em achar um momento feliz acaba tirando o prazer daquele momento feliz.

Foi então que me fiz a pergunta do projeto, coisa que fiz assim que resolvi encará-lo: você consegue ser feliz por 100 dias seguidos? E minha resposta imediata e única é NÃO. Desde o início, não. É claro e óbvio que não consigo. Mas aí então vem outra questão: por que diabos eu, logo eu, que sempre morreu de preguiça de desafios, resolvi me enfiar nessa onda de postar fotos que representam momentos felizes por 100 dias seguidos? Minha resposta principal é que pela primeira vez na vida, estou fazendo um desafio por puro prazer. Sem dar a mínima para o que vão achar ou não achar das fotos que posto. Estou fazendo o desafio por mim mesma, não porque eu resolvi saborear somente o lado colorido da vida, mas apenas para me relembrar que há sim momentos felizes em todos os dias. E que podemos escolher entre deixar um fato negativo tomar conta de tudo, ou apenas rir e seguir em frente.

Tabefes na cara a gente sempre leva, a vida é marota demais para que possamos passar ilesos por ela por alguns dias que sejam, mas a escolha de como o resto vai ser depois do tabefe é totalmente nossa. E, meus caros, durante tantos anos de minha vida eu carreguei o negativo comigo, acreditei que o pessimismo era a saída nesse mundão em que tudo parece dar errado que quase matei um pedaço lindo de mim. Um pedaço que era quase meu todo eu, mas que eu insistia em afastar porque ser sarcástica, dura e às vezes cruel parecia ser bem mais fácil do que demonstrar ser alguém que se importa de verdade e que sim, é soft and cudly on the inside.

Não pensem vocês que assumir esse lado não me causa stress. Vocês acham mesmo que eu acho legal me emocionar vendo fotos de reencontros, histórias de vidas tão carregadas de clichês felizes que chegam a deixar o notebook mais pesado, chorar rios vendo filmes que analisam a beleza da vida? Ser gótica das trevas era bem mais aceitável, mais cult, mas olhem, uma coisa é fato: assumir meu lado sentimental deixou a vida bem mais leve.

Se eu vou terminar esse desafio? Com a bênção de vovó, sim. Por enquanto caminho pro 17º dia, sem muitos percalços. Ainda há muitos momentos por vir, então quando chegar ao 100º, espero vir aqui e contar tudo o que esse projeto me fez sentir.

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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

3 comentários em “100 momentos felizes”

  1. Espero que o projeto continue um sucesso!
    Ainda não tive coragem de encarar, mas acho a premissa uma delícia. Escolher ser feliz é sempre a melhor escolha e, por incrível que pareça, nem sempre ela é a mais fácil ou óbvia. O pessimismo e o cinismo são superestimados socialmente, mas acredito verdadeiramente que se deixar emocionar é muito mais frutífero.
    Beijo!

  2. Amiga, você sabe o quão estranho e bonito é ver você sair do seu casulo? Eu já te conheci dentro dele, então está sendo muito louco ver essa nova Carol, espalhando positividade por aí. E está sendo muito lindo, também.

    Acho que não é possível ser feliz por 100 dias – mas é possível, sim, ter momentos felizes nesses 100 dias. E é dessas pequenas coisas que a vida é feita.

    Beijinhos!

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