Cenoura

Há algum tempo venho achando que não sei mais escrever. Já perdi as contas de quantas vezes abri a página para uma nova postagem e fiquei lá, observando o cursor piscando na tela, enquanto uma palavra ou outra piscava aqui na minha mente e vez em quando saltava para a tela. Aí agora à noite lembrei de cenoura e me deu uma vontade enorme de comer uma. Urgente. Como se essa cenoura fosse a solução para tudo que me incomoda agora. A defesa pública de minha monografia, a ansiedade querendo me consumir, o que vou fazer dali para frente, se largo tudo e vou ser voluntária em outro planeta.
Oi.
Assim que comecei a digitar esse texto, queria escrever sobre a catarse que vivi. O texto era lindo aqui dentro. Mas aí me levantei. E agora estou aqui, já babei no teclado e estou com um pedaço de cenoura entre os dentes.
Adeus.
Hoje, eu nunca mais vou escrever.
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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

2 comentários em “Cenoura”

  1. Que seja só hoje então, tem gente “aqui do outro lado” que sente falta das tuas palavras – e nem precisa ser um texto elaborado, basta ser você.
    Abraços.

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