Por menos do mesmo

Estava lendo esse texto da Kamilla, sobre fantasmas, sobre como Caio F. Abreu disse que escrever é enfiar o dedo na garganta, e tive um estalo. Era ali que eu estava. Precisei ficar em silêncio por um tempo, tentando desvendar uma verdade que não me era revelada, enquanto certo fantasma me rondava e eu nem sabia o porquê. Eu só sentia os ataques agudos de ansiedade e a boca seca. Cheguei a pensar que estava começando a enlouquecer de verdade. Que todo o meu equilíbrio estava indo por água abaixo. Sempre soube da minha força, mas dessa vez, enquanto eu cambaleava, pensei que ela fosse me deixar. Os ataques de ansiedade vinham daí também. Eu, perdendo minha força? Não mesmo. Ela sempre esteve aqui, só andou meio escondidinha, essa safada. E aí veio toda a verdade. Precisei enfiar o dedo na garganta, mas não para escrever, e sim para falar o que precisava ser falado. A sensação de alívio veio. E a vontade de escrever sobre a vida voltou.
… não queria sentar e só falar de mim. Mas não tem jeito, parece que essa é realmente minha sina. Só que não vou desistir. Não vou mais despejar certos fantasmas no mundo. Ainda sonho com o dia que conseguirei sentar e escrever histórias aleatórias sobre pessoas que poderiam muito bem existir. E também com o dia em que conseguirei terminar um texto da maneira em que ele estava aqui.
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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

2 comentários em “Por menos do mesmo”

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