Espere

Segunda-feira, 21 de maio de 2012.

 

Talvez eu tenha descoberto a razão de não estar conseguindo escrever. Uma grande parte de mim não queria, não quer mais. Mas sempre há a outra que quer. Que querem. Vocês querem. Ou eles, elas, tanto faz. Sempre há quem quer. Talvez eu tenha descoberto porque escrevo. Na verdade eu sempre soube, desde o momento em que publiquei minhas primeiras palavras, há tantos anos. Anos que se passaram, menos eu. Sempre escrevi para me organizar. Aquela coisa de bagunça interna, que a gente precisa organizar. Depois de todos esses anos, cheguei à conclusão de que certos sentimentos são simplesmente inorganizáveis. São esses que fogem ao nosso poder, mesmo que a gente queira controlar. Tipo amor. Mas espere. Em março eu já escrevi sobre isso. E digitei. Estão aqui. Do dia 21/03/2012.
Espere aí, antes de tomar meu banho preciso dizer que me lembrei. Lembrei porque eu ando tão sem vontade de escrever. É porque estou exausta. De mim. De sentar e conseguir escrever só sobre mim. Meus sentimentos, meu isso, meu, meu, meu, EU. Que tal escrever coletivamente? Sobre os outros? Que tal vocês aqui dentro deixarem que eu consiga escrever as tantas histórias que já criei? Que tal? Só para que eu possa parar de dar tanta importância para o que sempre dei tanta importância. Eu. Sabe? (…) Deixem que eu consiga começar a escrever essas histórias que estão dentro de mim desde que me entendo por gente. Mesmo que elas sejam estúpidas e infantis, me deixem livre. Preciso criar, conseguir colocar minha intensidade em algo que vá além de mim. 
E agora, exatamente dois meses depois, volto para dizer que escrevi. Além de mim. Ando escrevendo. Academicamente. E tenho uma única certeza: minha vontade de escrever sobre mim continua. Forte como sempre. Talvez essa seja minha sina. Escrever sobre mim, como nunca fizeram antes.
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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

13 comentários em “Espere”

  1. Então, agora que você já se descobriu por inteiro, se joga Carolda. A gente gosta muito de tudo que você escreve. Um beijo!

  2. Escrever sobre nós mesmos certamente é uma boa maneira de nos organizarmos, mas é sempre bom ter a possibilidade de expandir os horizontes. Espero que você consiga. Estarei aqui para ler. Abraços!

  3. Sabe que às vezes me bate até um desânimo por eu escrever sobre mim? Escrever eu escrevo sobre qualquer coisa, inclusive coisas tão randômicas quanto a chuva que cai ao entardecer. A questão é a mania de me enfiar sempre no meio do texto. hahaha Deve ser sina mesmo. Mas vale a pena. Afinal, toda obra tem um pouco – ou muito – de seu autor.

    Beijo!

  4. Own *_* Fico feliz que tenha voltado, que não tenha desistido de nós! Então continue escrevendo sobre você, o que você quer e o que te inspira. Se isso te faz tão feliz, se entregue. Não há mal nenhum em ser feliz dessa forma. Muito bom te ter de volta, grandes beijos e volte sempre *_* =)

  5. Lindona, eu só escrevo sobre mim, sou uma egoísta nata. Até se falo de alguém em algum texto, esse alguém, com certeza está dentro de mim. Eu escrevo pra me organizar, pra me entender, pra botar pra fora, pra dividir as dores, pq sozinha eu não aguento não…

    Antes de pedir por aí pra ninguem desistir de vc, não desista de si não!

    Beijo! Obrigada pela visita, volte sempre! Já tô te seguindo!

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