Roll away our stones

Ah! as férias…
Depois que a gente cresce, as férias já não são mais tão divertidas. O problema é todo esse. Eu até esqueço, me divirto aqui e ali, mas logo vem aquela voz infernal gritando na minha cabeça: é isso? Vai ficar na cama até meio dia, sua inútil? Não vai fazer nada aí? Me levanto, limpo o quarto, arrumo a cama. Vez em quando lavo o banheiro. Não é nada disso, minha filha. Vá fazer algo PRODUTIVO. Mas eu não estou conseguindo me concentrar, capeta, satanás, já disse! Mas sabe, conversei bastante com Emily Brontë. E também com Jane Austen. Lindas, cada uma a sua maneira. E, ainda assim, me via tendo que reler um parágrafo inteiro, até uma página inteira, porque minha mente achou que era bonito ir passear pelos meus problemas. Com tanto lugar lindo para ir, viajar naquelas histórias lindas, tristes, românticas, ela foi parar lá nos problemas. Marota. Nem pra me dar uma trégua, nem nas férias.

Pare de ficar aí parada e vá dar um jeito de ganhar dinheiro! Tá, com o quê? Emprego eu não posso, logo que as aulas começarem estarei longe daqui. Estou olhando algumas freelas, mas nada sai. Talvez porque eu nem queira mesmo, E DAÍ? Eu tenho o direito de ter férias assim, descansar, não me preocupar. Nossa, pai, dormi demais hoje. “Mas você tá de férias, filha, tá mais que certa, relaxa! Cê já fez sua parte o ano inteiro, levantando cedo, trabalhando”, é o que sempre ouço. Mas eu NÃO consigo não me cobrar. Não consigo. Juro que tento, mas é muito forte. É como se algo aqui dentro gritasse o tempo inteiro que estou perdendo algo imperdível aí fora. O mundo está aí pulsante, corra pra lá e vá viver. Ah! já desvendei o mistério. É isso! Correr livre, subir em árvores, fazer guerra com balões e arminhas d’água, sentar em alguma praça longe de tudo e simplesmente olhar pro céu, sem compromisso de hora pra voltar. É isso, então? Vou ligar para meus amigos. Nem que seja para sentar na sala da casa deles e rir de nada. Quem topa?

Quem topa ir comigo tentar achar aquele botãozinho que apertaram para desligar minha felicidade e leveza de infância? Achar também quem apertou? BANDIPUTO. Será que fui eu? Como faço para religar tudo? Quem topa? tirar essa pedra daqui? correr atrás da leveza que o meu ser adulto roubou de mim, de todos nós?

 

Roll away your stone, I’ll roll away mine
Together we can see what we will find
Don’t leave me alone at this time,
For I’m afraid of what I will discover inside
 
Cause you told me that I would find a hole,
Within the fragile substance of my soul
And I have filled this void with things unreal,
And all the while my character it steals
 
Darkness is a harsh term don’t you think?
And yet it dominates the things I see
 
It seems that all my bridges have been burned,
You say that’s exactly how this grace thing works
It’s not the long walk home that will change this heart,
But the welcome I receive at the restart
 
Stars hide your fires,
These here are my desires
And I will give them up to you this time around
And so, I’ll be found with my steak stuck in this ground
Marking the territory of this newly impassioned soul
 
But you, you’ve gone too far this time
You have neither reason nor rhyme
With which to take this soul that is so rightfully mine
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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

18 comentários em “Roll away our stones”

  1. Ai, Carolda. Não sou a melhor pessoa pra comentar porque estou alucinando já com as minhas férias. Tô parecendo um zumbi, hahaha. Mas eu já percebi que faz uma falta dana aquele tempo que tínhamos quando éramos crianças 🙂 Beijos.

  2. Eu topo, Carolda! Também estou precisando um pouco disso. Mas se tem uma coisa que não canso, é das férias. Estou até sentindo saudades delas, com essa história toda da estágio e estudar, fora o calor desgraçado que não dá vontade nem de se mexer. Mas te digo uma coisa: sua criança interior ainda está em algum lugar aí dentro, é só procurar direitinho!
    Beijoos

  3. Sinto falta só de enjoar das férias no meio delas, e ficar contando os dias pra voltar às aulas! Só de pensar que a maratona diária recomeça dia 6 de fevereiro me dá vontade de sumir!

  4. Sempre fui aquele tipo de criança “maio adulta” e agora estou na fase de “nào tive infância” e é uma verdadeira merda, primeiro você troca tudo, depois quer destrocar e já prevendo que lá na frente eu vou querer ser tardiamente jovem.

    Férias boas, são aquelas de duas semanas, que você reclama, lamenta o fim. Bem melhor que essas que você mal sabe o que vai fazer com elas, até que elas cheguem ao fim.

  5. Concordo co a Giulia.
    Férias boas são aquelas que a gente não quer que acabe, porque as que duram tempo demais enjoam, transformam o descanso em ócio e você sabe… Mente vazia oficina do diabo. Heh.

    Mas se permita ser mais preguiçosa, organize-se, aproveite o dia e liberte sua criança interior porque ela ainda existe sim, só que está adormecida, cansada demais para lutar com o Adulto que em ti habita (;

    Ser irresponsável e ficar de papo pro ar é bom de vez em quando, ligar a mangueira no quintal e molhar todo mundo, sentar na calçada pra tomar um sorvete e jogar conversa fora. Ah os pequenos prazeres da vida… Enjoy them.

  6. Ai amiga, de verdade, estamos sempre reclamando de algo. Eu não tenho férias há mil anos e tirei só cinco dias de recesso. E aí reclamei do pouco tempo de recesso, do tempo chuvoso e por aí vai.

    Estou tentando exercer a arte do agradecimento. Sabe que está até funcionando?

    Beijos!

  7. Hum…acho que minhas férias da infância foram piores que as de hoje hahaha Mas eu me vi na mesma situação. To brisando nessas férias com minha mãe pegando no meu pé haha

  8. HAHAHAHAHAHAHA Cara, eu to bem assim! To de férias com culpa, como é que pode isso? E isso só aumenta minha agonia, meu calor, e daí entre me divertir e produzir alguma coisa, eu fico sempre com a terceira opção: deitar na cama pra chorar, ou rir, ou olhar pro teto e pensar em absolutamente porra nenhuma. 😐 TÁ MARAVILHOSO rs

    Eu topo procurar essa pessoa destruidora de levezas. E o meu botaozinho eu acho que quebrou, viu. rs Num tem volta. 😐

    Sorte.

  9. Olha… já tem muito tempo que, pra mim, férias não tem mais sinônimo de diversão e sim de preguiça hauhaua sério, me divirto muito mais qdo tô trabalhando!
    Beijão!

  10. Carolda 🙂
    Ando conversando com a Emily Brontë mas ainda não me prendi muito a história não. Minha mente também anda desviando pros problemas.
    Queria poder passar um único dia sequer sem me preocupar com nada, esse seria um dia bem aproveitado…

    beijos

  11. Sei bem o que você está sentindo. As pessoas olham a gente de cara feia, só porque estamos de férias. Nem ligo, passei dois anos da minha vida sendo operadora de telemarketing e tenho direito a um pouco de descanso.
    Não ligue não, escute músicas e deixa os outros falarem. Faça o que estiver afim, porque depois vamos ralar bastante ;P
    Grandes beijos e volte sempre

  12. também concordo que férias devem ser aproveitadas, não adianta se preocupar com detalhes da vida diária, afinal isso de certa forma vai corromper esse momento de “aproveitar a vida enquanto é tempo”.

    beijo 🙂

  13. Eu já cheguei ao ponto de dizer que odeio férias. 15 dias, no mais tardar um mês tava de bom tamanho pra mim. Porque não consigo fazer nada, porque me cobro, porque tenho vontade de fazer mil coisas e a preguiça não deixa e fica repetindo “você está de férias, sua peste, não ouse se mover”.

    Então, é… Entendo você :/

  14. Carolda, não estou de férias, mas tenho me cobrado tanto. Não consegui mais ler qualquer livro, pois assim como você disse, meus pensamentos preferem passear pelos meus problemas. O pior é que, várias vezes, esses problemas nem são reais. Eu começo a imaginar mil coisas, pensar nos “e se” da vida e, pronto, fico paralisada e me cobrando por não conseguir mudar isso.

    Eu só preciso me sentir mais leve…

    Beijo

  15. Eu entendo suas palavras. Tente se cobrar menos querida, por mais que pareça difícil. Férias são férias, elas servem justamente para que possas extrair tudo e consigas relaxar. Esqueça de tudo e viva os momentos em não pode viver durante o ano.

    Se ficar passeando a mente por trabalho, por cobranças ou problemas, não curtirás a férias em nenhum minuto…

    Beijo!

  16. Ok, é a 4a vez que tento comentar em vosso blog. Já perdi até o gancho do que queria dizer…
    Sei que todas as vezes que estive de férias durante meu curso, quando dava mais ou menos a hora de ir pra faculdade, e eu não ia, parecia que estava fazendo algo de errado.
    Ficar vendo tv, lendo livro ou folheando revistas estava muito errado pro meu nível de entendimento interno…
    Agora, sem a faculdade, quero ver como vou me sentir. Sei que estou incomodada por ser ex-aluna E desempregada!!! Mas, a gente vai dando conta aos poucos…
    Se sair pra fazer aquela busca, procurando aquela pessoa e talz, me chama!! Topo muito ir com vc.
    Saudadona, xará!

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