(auto)diálogo

Tenho uma mente inquieta. E, analisando friamente, acho que posso dizer que a população mundial no geral sofre desse mal. all. Mas eu não quero falar da população mundial no geral, e sim de mente inquieta. Vamos lá. Vocês já tentaram conversar consigo mesmos? É, sentar em qualquer lugar, só você com você e mais ninguém? A arte do autodiálogo. Se ainda não conhecem, pratiquem-na. Ela pode salvar vidas. As que valem a pena, claro. Enfim. Sente-se e comece o diálogo. Não consegue ficar sozinho e tem medo de ser taxado de louco? Pode dialogar mesmo assim, é só não emitir nenhum som. Dialogue internamente com isso tudo aí dentro de você. Não diga que desconhece o seu eu aí de dentro, pois ele é você mesmo. E se você não se reconhece, meu caro, você pode ser esquizofrênico. Ou qualquer coisa desse tipo aí. Mas o assunto não é psiquiátrico. O fato é que desculpas não funcionam quando você está consigo mesmo. E autoengano não existe.
Dialogue, vamos lá, não tenha medo. Você se conhece e sabe que certas cosias não podem ser ditas. Vão me internar, você pensa. Pois então, eu dialogo. Converso com meus problemas. Mentalmente. O dia inteiro. Vejo pessoas (que infelizmente já fizeram parte da minha vida) na rua e começo uma verdadeira briga mental. Imagino discussões homéricas. Quando vejo que não vou chegar a lugar algum com essa merda toda, e que só estou me fazendo mal, jogo uma pedra naquele bandiputa e vejos todas sumirem. Desaparecerem. Mas não há sangue, não gosto disso. Não sou sanguinária. Não mesmo. É só uma solução rápida para sentimentos que não vão dar em lugar algum. Estou fazendo algo de útil e aí vem aquela voz me falar merda… mando calar a boca. Funciona. Andava com um sentimentozinho bem lá no fundo de mim há uns três dias, me incomodando, ele me dizia que era necessário voltar. Não deixei. Mandei tomar no cu. Por enquanto, ele não voltou. E, vejam bem, e entendam, esse processo é todo mental e silencioso. Essa é a parte mais importante: silencioso. Auto é diferente de alto. O mundo não tem nada a ver com certos impropérios vindos aqui de dentro. Daí de dentro.
Eu vivo vivendo batalhas internas. Vocês deveriam tentar. Dialogar é preciso. Se conhecer é preciso. Não se sei esta é a resposta para certos problemas existenciais da vida, mas eu pelo menos me autodivirto com meus planos mirabolantes. Ou vocês acham que saio rindo sozinha pela rua só pra parecer simpática? Ah, se vocês soubessem…
Só sei que ia escrever sobre inquietudes de minha mente, e terminei num texto filosófico com alto caráter existencial (?), dando conselhos pra gente que nem liga. A típica eu.
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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

11 comentários em “(auto)diálogo”

  1. Você escreveu sobre mim também. Eu passo o dia inteiro dialogando comigo mesma e sinceramente já cheguei a me perguntar se eu não sou louca.. porque né, isso é normal?

    Eu estava pensando hoje mesmo sobre esse meu estado de autoconsciência das coisas. Eu sou assim desde criança. Cheguei a conclusão que é melhor ser assim, apesar de desejar muitas vezes ser alguém inconsciente e irresponsável como é tão comum existir por aí.

    Não sei o que é o certo mas economizei fortunas com esse meu método de “terapia” (o autodiálogo) e com meus registros e buscas do autoentendimento nos meus diários.

    Acho que a gente se entende.
    Um beijo!

  2. Quando nós passamos por esse processo algo tende a resolver. Estou exatamente como vc, com algo incomodando. Só espero q, logo eu consiga resolver.
    Ótimo texto moça.
    Bjo!

  3. Pois sim, eu falo comigo o tempo todo, discuto, debato e até me elogio quanto tenho boas sacadas.

    De verdade, me acho uma boa companhia. E meus amigos imaginários concordam com isso.

    😉

  4. Achava que só eu era assim. Eu bato altos papos comigo mesma. Não tenho medo de ficar sozinha sentada em um banco, pensando. Nem de ir ao cinema sozinha. Nem de falar sozinha. Sou maluca será? Nem ligo: não existe gente normal mesmo (:

    ótimo texto.

  5. Dialogar consigo mesmo. as pessoas deveriam fazer isso de vez em quando.

    Você começa com a inquietude das pessoas pra terminar em “dialogue consigo mesmo”. Há! Mas,é isso aí, as pessoas são indecisas e inquietas porque não se conhecem…não sabem o que querem.

    Estou seguindo o blog.

  6. Rá. Eu tenho conversar comigo mesma: 'por que diabos você está se sentindo assim?'
    mas, man, acho que eu sou surda, ou muito antipática: eu não me respondo =S

  7. Ah, é muito bom o auto diálogo sim. Faz parte do processo de autoconhecimento. Nos ajuda a ter referências de nós mesmos. Nos ajuda a fitarmos melhor o que se preenche em nós. Consequentemente aprimora o crescimento, todo o amadurecimento que a alma necessita.

    Que bom que pratica.

    Beijo!

  8. É difícil essa atividade de dialogar consigo próprio, até porque, não encontramos respostas definitivas em nós próprios. Uma situação externa quase sempre resolve muito. Mas é um rumo interessante em busca de nós mesmos.
    Abraços.

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