não são sentimentos novos, são só os velhos novos de sempre.
Sempre existe um momento de questionamento interno. De você com você e mais ninguém. Ninguém mais pode participar. Entenda. Você. Ninguém.
… acabo me desviando da intenção inicial. Talvez como uma tentativa de escapar temporariamente de mim mesma. Dessas dores que sentam aqui dentro, me olhando com cara de chuva, esperando o momento de saírem ou tomarem conta do meu peito. Isso porque nem foram convidadas a entrar, muito menos a ficar. Mas dores não precisam de convite, elas apenas são o que são, não importa o quanto a gente tente camuflá-las, sempre estarão ali, prontas para doer.
Dor de ninguém. De não fazer diferença. De saber que, mesmo presente, quem está perto de mim irá se sentir sozinho em algum momento. Ou em vários. Ou sempre. Depende. Sou do tipo de pessoa que precisa de momentos de silêncio para tentar ficar em paz. Comigo mesma. Não posso tentar te ajudar sem antes estar um pouco em ordem aqui dentro. Ah sim, eu sou ausente. E indiferente. E, meu caro, não pedi para ser assim. Não mesmo. Sei, e muito bem, o quanto a indiferença dói. Mas eu sou. Não há o que fazer. A culpa é toda minha. Por ser simples e totalmente ser.

Adaptação de um texto escrito em azul, no meu Moleskine, em 20 de maio desse ano.

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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

12 comentários em “…”

  1. Só a gente pode lidar com essas batalhas, mais ninguém. Nem o amigo com as melhores intenções e baldes de amor pode estar junto na hora H.

    Fato.

    Um beijo.

  2. Realmente a maioria das vezes ,só a gente pode compreender o que realmente passamos, nós é que temos que descobrir a melhor forma de lidar com nossos problemas. Gostei muito do seu post e me identifiquei bastante, muito bom seu blog!!

  3. Sempre ahazando nos seus textos, né D. Carolina?
    Não tem como ajudar alguém a sair da lama, quando você também tá nela, né?
    Também sou meio ausente. Fazer o quê?

  4. Tenho disso, e olha, tenho muito, tanto que acabei me acostumando. Essas dores vai e voltam, sempre se fazem presentes, mesmo que não a notemos, é questão de tempo, mas eu stou tentando deixalas de lado, vê-las apenas com o canto do olho, sorrateiramente. Beijo.

  5. Oi, amore…
    Gostei do que escreveu. Deve ser porque incrivelmente, eu tenho muito disso que está aí.
    Às vezes só tenho vontade de mostrar para os outros, tipo, a qualquer tempo, como ando me sentindo por dentro.
    Só não sei como fazer.
    Tô tentando voltar com a vida de blog. Não sei se vou dar conta… Mas, tá indo!

    Um beijo, minha linda. Ótimo resto de semana. Acho que esse feriado de amanhã veio a calhar!

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