parte dois

Sentei aqui para fazer o que devia. Meu estômago grita, minha cabeça grita, meu corpo inteiro grita, mas não consigo pronunciar uma palavra sequer. Minha garganta arde e pede momentos de silêncio. Mesmo que tudo grite. Foi então que pensei que era hora de, mais uma vez, escrever.
Olhe, eu não ando fazendo nada além da conta, e talvez aí esteja meu problema. Não, ter abusado da Coca no final de semana não se inclui nesta categoria. Coca-cola destroi o estômago, até onde sei. Pelo menos é o que dizem. E aqui dentro dizem que eu devo fazer mais. Sempre mais. Sempre dizem que falta algo. Paciência, atitude, iniciativa e o raio que se parta. Pois eu digo que vai continuar faltando. Eu faço o que dá, até onde meu corpo me permite. Apesar de aqui dentro dizerem que ainda posso mais, meu corpo me barra. Não sei ser produtiva em 500 coisas, assim como vocês o são, meus caros multifuncionais.
Ouviu bem, Seu Mundo? Tanto é que sentei aqui para fazer o que devia. Mas apenas sentei. O que devia ficou sentado aqui, bem do meu ladinho. E talvez aqui esteja o meu problema.
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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

7 comentários em “parte dois”

  1. Carol, ando me sentindo muito assim, sabe?
    Como se eu fosse obrigada por uma tendência mundial a fazer 46829 coisas ao mesmo tempo e no final do dia estar linda, leve e pronta pra próxima, mas não dá… a gente tem um limite, e até mesmo esses que se auto-proclamam multi-funcionais, tenha certeza, é tudo pose. Porque ninguém aguenta.
    Beijos

  2. Uma hora a gente explode, não somos super-heróinas pro dia terminar perfeito, somos pessoas normais, mesmo que as vezes parece que niguém nos entende. Melhoras menina.
    Beijo flor *;

  3. Você escreveu exatamente o que grande parte de nós sentimos, uma pressão invisível que impulsiona essa loucura das mil e uma utilidades.

    (…)

    Apontar os erros é fácil demais. Olhar no espelho sem máscara é uma outra história.

    Beijo

  4. Sua merda está legal e mostra bem com as coisas estão por aí.

    E olha, se as consequências não forem grandes, se rebele: faça apenas 1 coisa em vez de 500. E deixe o que você devia fazer aí sentadinho… parar um pouco sempre é bom.

    Beijos, Carolda!

  5. Devo ter postado algo assim, hoje cedo no twitter. É minha sensação-companhia, essa de quando se tem coisas demais para fazer e, no fim, não se faz nada.

    Beijo, moça.

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