doa a quem doer

Hoje eu acordei doendo por dentro. Então vamos embelezar a dor. Ou não. Mas vamos ao drama de que nem tudo que é feio é belo. E que nem tudo que é belo é bonito. Ou vice-versa. Tanto faz. Dor é dor, seja lá como for. Por que diabos o domingo dói, especialmente depois que o sol se põe? Dói tanto que me dói tudo. Até minha alma dói. É como se todas as dores acumuladas se colocassem aqui, bem no meio do meu peito. Sem pedir licença, sem a menor necessidade. Sem nada triste ter acontecido. Minhas costelas chegam a doer aqui no meio. Tem um nó bem no meio do meu peito. Daqueles difíceis de serem desfeitos. Alguns litros de lágrimas resolveriam… chorar até desidratar. Mas essa dor sempre dói eternamente, até eu dormir. Eu raramente coloco para fora. Vomitar as palavras que me doem inteira, doa a quem doer. Mas eu nunca consigo. Minha mania de ser reservada, que sempre me salva. Aliás, te salva. Mesmo que por um tempo curto.
Mas hoje… que merda.
Doa a quem doer, me dê licença,
agora eu estou doendo a dor.
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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

6 comentários em “doa a quem doer”

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