2 de junho

Ando cansada de sentir demasiadamente. Ser eu demasiadamente, o tempo todo, sem tempo nem pra respirar e descansar de mim. Que sejam por alguns minutos, apenas. Venho pensando e dizendo – mesmo que para mim mesma – isso por aí. Folheei algumas páginas do meu Moleskine e reli algumas palavras. Sobre esses sentimentos todos. Sobre eu toda. Me bateu uma preguiça enorme. Como é que cabe tanto aqui dentro? Que preguiça. Deve ser por isso que ando tão apática. Tão sem vontade de tudo e nada ao mesmo tempo. Preguiça. Preguiça enorme. Porque volta. Sempre volta. Tenho certeza de que, a qualquer momento, uma folha vai cair na minha frente e então pensarei em você. Direi seu nome para mim mesma. Se estiver sozinha, será em voz alta. E voltarei a sentir sufocar. A ter dores no estômago.
Hoje eu acordei de mal de mim. Da minha cara, do meu cabelo. Sei lá… só sei que achei esse texto perdido em meu Moleskine e a data dele era 2 de junho… mas acontece que o escrevi em setembro. SETEMBRO, cara. Já está quase acabando! Por que diabos voltei em junho? O tempo voa, escorre pelas mãos, vamos nos permitir… bla bla bla, cala a boca. Meu celular apitou com uma mensagem, mas era só a Claro. E você, meu caro, pode tratar de dar as caras de novo e dizer que está vivo, trabalhando até morrer e sem tempo para as coisas que gosta, inclusive eu.
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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

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