Why so serious-ah?

Mas que marota você, dona vida! Tirando mais uma com a minha cara, bonita.
Ela está lá, toda pomposa e cheia de si, viva, pulsante, gritante, irritante… ante, ante. Tão ante que anda me passando belas rasteiras. Tropeço aqui e ali, saio catando cavaco, mas não caio… só que agora. Agora estou sem forças. Atenta. Mais atenta do que nunca, mas sinto que me falta. Muito. Muita. Tudo em mim é intenso. Não quero mais. Outro dia fui pro campus, mas não consegui entrar na sala para assistir aula à noite. Não tive forças. Fui lá na porta. Voltei. Vaguei. Pensei. Respondi. E pensei. Recebi uma proposta. Considerei. Mas estou sem forças. Não quero desistir de nada. Não posso aguentar tudo. Não dá. Não posso. Não consigo. Só acho. Consigo. Aí fico doente. Gripe. Sem forças. Estomatite ou algo do tipo, que tem me rendido belas dores estomacais. Estou tendo que me privar das minhas Coca-colas diárias. E do meu querido espresso. Fico aguardando um ataque de pânico. A qualquer momento. Minuto. Segundo. Adulta. Eu sou. Gente grande. Ser cansa… gente grande. É sem graça, dizem as crianças cheias de graça. E têm razão. Adultos são chatos, complexos, criam problemas onde não existe nenhum. É. Momentos de reflexão podem ser chatos. Não curto muito essa coisa de auto-análise. Como se eu já não me conhecesse bem o suficiente, ainda invento de ficar analisando. Vou lá embaixo, cavo bem fundo para chegar em minha essência. Essa essência de ser sentindo demasiadamente. Trago minhas primeiras lembranças à tona… infância. É feliz ser criança. Fui feliz como uma. Mas que merda! Não aguento mais escrever sobre eu. Sinto. Penso. Vejo. Vivo. Respiro. Grandes bosta. Como se isso fosse algo de mais. Não é. Somos nada. Vai ver é por isso que sinto tanto. Estomatite. Ou gastrite. Alguma ite qualquer. Me rendeu umas manchas e machucados no canto da boca durante uma semana. Pomadas e mais pomadas até sair tudo. E enquanto não saía, toda vez que me olhava no espelho e via aquelas coisas vermelhas, como uma extensão não desejada de minha boca, só dizia apenas uma frase para mim mesma:

Why so serious-ah?

 

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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

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