"Cocked, locked and ready to rock!"


I’m back in the saddle again
I’m baaaaaaaaaaaaaaack

29 de maio de 2010
Finalmente realizei meu sonho de ir em um show do Sr. Bocudo e sua trupe. Esperava por isso há 13 anos. Imaginem minha felicidade de fã. Pois é, isso aqui vai ser longo. MUITO longo.
Acabei optando por ir de excursão já que ia sair de BH completamente sozinha. Até aí, tudo lindo. Só que, no dia 27 à noite, me ligam pra avisar que haviam cancelado a excursão. PUTAQUEPARIUVOCÊTÁMEZUANDOISSONÃOTÁACONTECENDO foi o que se passou pela minha cabeça enquanto ouvia as devidas explicações. Eu nem podia mandá-lo tomar no olho do cu por estar cancelando tudo em cima da hora, pois estava dentro do carro com uma professora minha e mais outras alunas, vindo pra BH. Fiz cara de paisagem e respirei fundo, tentando não surtar de vez. Como é que eu ia conseguir outra excursão em cima da hora assim, capeta? Até que veio a boa notícia: ele havia conseguido outra excursão pra mim, com um amigo dele. Beleza. Algumas ligações depois, e mais algum stress, lá estava eu dentro do ônibus, na madrugada do dia 28 para o 29, indo para São Paulo. Acabei encontrando um colega de escola e me enturmei com mais algumas pessoas. Colocaram um DVD do Aerosmith (não, do Calypso) pra rolar, que deu pau logo nas primeiras músicas e travou todo. Tudo lindo e amor.
Chegamos em Sampa por volta de 10h da manhã; reconheci aquele cheiro bonito do meu caro amigo Tietê. Ah! que saudade de São Paulo. Seguimos até o Palestra Itália/Parque Antárctica whateveryoucallit, mas o motorista do busão me fez o favor de se perder, e só descemos do busão por volta de meio-dia. O dia estava bastante quente e tinha sol, o que foi inesperado. Eu já fui esperando chuva e frio. Almoçamos no shopping e logo depois seguimos pra fila da pista comum, que já estava andando.
Entramos no estádio por volta de 17h. Pirei. Eu ia poder ver o palco numa boa, mesmo tendo a pista premium na minha frente. Eu estava extremamente ansiosa, não parava de falar, ria de tudo. Puta que pariu, gente! Vocês têm noção que daqui a algumas horas o AEROSMITH vai subir nesse palco? E todo mundo pirava. É bom ter gente pra pirar junto. Mas mesmo assim minha ficha ainda não tinha caído de verdade. Pois é. Isso costuma acontecer quando sabemos que algo de extraordinário está pra acontecer. Tudo bem, sem enrolação, vamos logo ao que interessa. Só peço um espacinho pra falar da banda de abertura: Cachorro Grande, que logo virou Big Dog. PUTAQUEOPARIU, vão ser ruins assim lá na puta que pariu. Fiquei puta imaginando que, em 2007, eu estaria vendo ninguém mais ninguém menos que o meu querido Slash ao vivo e em cores. Enfim. O show do Big Dog durou uns 40 minutos, mas pra mim levou 40 horas. Tchau meus filhos, voltem lá pro sul.
Musiquinha pra lá e pra cá, troca de instrumentos, chegava o dia de hoje, mas não dava 21:30h, que era a hora marcada para o tio Tyler entrar no palco com seus gritinhos. Enquanto isso eu ia ficando na ponta do pé pra ter uma visão boa do palco, enquanto vários cabeções insistiam em ficar bem na minha frente. Faz parte de um show com mais de 30 mil pessoas. Enfim. Instrumentos prontos, desce a bandeirona com um AEROSMITH cravado lá no meio, cobrindo o palco inteiro. Todos pulando e gritando enloquecidamente. A única foto que tirei do momento saiu toda embaçada, eu tremia mais que bambu no vento e não conseguia raciocinar direito. Enquanto isso, musiquinha do Bob Dylan rolando: everybody must get stoned. Divertida, a cara do tio Tyler. A música acabou. Tá, cadê o Aerosmith, porra? Eis aqui um vídeo da abertura do show, já dá pra sentir o desespero da galera. Todo mundo gritava freneticamente. E comecei a identificar as batidinhas da Eat The Rich. AISENHORDESCEAPORRADABADEIRALOGO. Eles já subiram no palco? Todas as luzes se acendem e vem aquela inconfundível voz: São Paulo, are you ready? PUTAQUEPARIUÉOSTEVENEUVOUMORRER One, two, three, FOUR! E a porra da bandeira não caiu! Levou mais alguns intermináveis segundos… e quando caiu, eu só via braços e cabeças, mas mesmo assim eu ainda sentia que ia morrer. Porque PUTAQUEPARIUEUESTOUNUMSHOWDOAEROSMITH. E daí pra frente foi só alegria… lutei contra os cabeções freneticamente, ficava na ponta dos pés, quando isso não funcionava ia pelo telão mesmo. Gritava, pulava e cantava ao mesmo tempo; quando parava, tinha uma vontade imensa de chorar, mas a euforia era maior. Daí chegou o momento mágico do show pra mim: Dream On. Agora eu morro, era a única coisa que eu conseguia pensar, enquanto tentava enxergar o palco. Meus pés ardiam, estava um pouco sem forças, comecei a me desesperar. E aí, meu caro colega de excursão, vendo meu desespero, me salva: quer subir no meu ombro? Amei aquele menino pro resto da minha vida até aquele momento. Juro. Subi no ombro dele, enxerguei o palco inteirinho e lindo, o tio Tyler lá na passarela todo lindão… e eu cantando e gritando freneticamente; vi que algumas pessoas ao meu redor me observavam meio assustadas, mas fiquei lá: louca e descabelada, me engasgando com a letra da música e a vontade de chorar. De vez em quando meu colega agarrava minhas pernas com medo de eu cair, até porque ele estava bem empolgado lá embaixo, dava até alguns pulinhos. Desci enquanto faltavam alguns segundos pra música acabar e agradeci eternamente ao meu querido colega. Sério, ele não faz ideia de como fui feliz ali em cima por aqueles poucos minutos. Não, não consegui tirar fotos daquele momento. Pensei em pegar minha câmera no bolso umas 3 vezes, mas só tinha forças pra cantar e gritar. O resto do show correu bem. E tio Perry fez um solo bem louco de guitarra, brincando com o jogo deles do Guitar Hero. Filmei um pedaço do momento, mas saiu tudo embaçado, novamente. Tocaram músicas totalmente inesperadas para mim: Back In The Saddle, Kings & Queens, Toys In The Attic, Lord Of The Thighs – antigonas, lá dos anos 70, que, vamos combinar, é o melhor do Aerosmith. Amo as baladas, mas dispenso todas pelo rock and roll excelente, mas desconhecido no Brasil, que fazem. Enfim, só sei que quero mais. Na próxima vez, de Pista Premium!

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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

9 comentários em “"Cocked, locked and ready to rock!"”

  1. Abrilianos é uma palavra que resume bem oq vou dizer. Se existe alguém que compartilha desse fato, esse sou eu. Sim, não foram as mesmas bandas, mas cá pra nós, sabemos profundamente como cada um de nós se sentiu…

    O pior de tudo deve ter sido o vazio sentido ao final do show, com aquele pensamento: “Putz, já acabou? Quero mais…”

    Lendo seu texto, liguei imediatamente Morumbi e Metallica, bateu aquela saudade!

    Ótimo texto, bjo grande!

  2. E bombou né amiga?
    E a voz no dia seguinte? hehehe
    Tbm acho Dream On muito phoda!
    Beijihooos
    Luize – toxicide.org

  3. Foi bem emocionante mesmo. Senti falta de algumas músicas que eu gostaria que tivesse tocado, mas foi bom do mesmo jeito.
    Bjitos!

  4. Alguns comments!
    A frase do FErnando Pessoa descreve direitinho a maneira como vc escreve.
    2 – ainda bem que deu pau no dvd do Calypso!!! hahahaha
    3 – lendo seu texto lembrei do que o Papa Bento 16 disse sobre os shows de rock “elevam a mente humana”, mas ele não gostava mto deste “fenômeno”… hahahahahahaha! Pior é que é verdade, né, o que será que acontece com nosso cérebro em um show da banda dos nossos ídolos, que faz com a gente se sinta assim???
    3 – Odeio Cachorro Grande. Pior que eles fazem o maior sucesso e eu acho uma bela porcaria. NO sul são idolatrados…
    4 – O cara do ombro não era bonitinho pra ter show com beijo na boca? Hummmm… já pensou?
    beijos!!!
    PS: se vier novamente à SP e precisar de lugar pra ficar pode me avisar.

  5. detesto ler post longão, mas os teus eu leio, porque sei que não vou cansar no meio e começar a pular paragráfos;

    hahahahaha
    DOIDONAA!!
    eu quando vou num ashow, nem saio do lugar! uma porta encerrada no chão com cimento. puf! hsuahsuua
    :*

  6. Carol, seus posts de show são ótimos. Aliás, a senhora tem alockado bastante em shows bombantes gringos, né? Guns e Aerosmith! Nem curto tanto hard rock, mas invejei.
    Eu tenho um carinho bem especial pelo Aerosmith, porque meu pai gosta bastante, e ele que me ensinou a curtir. Nunca me canso de assistir o clipe de Crazy, acho tãããão incrível! Que vontade louca de sair por aí num conversível berrando junto com o Steven Tyler, que vontade!
    Beijos

  7. Jurava que seu post ia ser maior! Me emocionei, Carol. Sempre quis ir a um puta show pra me descabelar assim, mas acho que na verdade acho que nunca cheguei a esse ponto de fã sei-cantar-todas-as-músicas.

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