Tô boa não!

Caí da cadeira ontem. Me estiquei pro lado pra pegar não sei o quê e lá fui eu. Não, na verdade eu não caí sozinha, fiz questão de carregar a cadeira comigo. Só pra eu me estatelar no chão com alguma coisa. Fiquei me observando caída aqui, com as pernas pra cima e agarrada na cadeira. A cena era cômica, mas não senti a menor vontade de rir. Doeu. Fiquei um tempo pensando se levantava de uma vez ou esperava parar de doer. Sabe, eu não sou dessas distraídas, que vivem caindo e tropeçando por aí. Gosto de manter meu equilíbrio. Mas parece que, há alguns dias, ele resolveu ir passear em outras redondezas. Não sei quando volta. Poderia ter feito a gentileza de ao menos deixar um bilhete. Certas coisas precisam ser avisadas. Falta de educação, meu querido.
Hoje acordei e meu corpo pesava umas três toneladas. Doía as dores do tombo de ontem. É, caí da cadeira ontem e só senti as dores de verdade hoje. Essas e mais outras. Falta de energia. Dormi até meio-dia, mas esqueceram de recarregar minhas baterias. Tô morta. De morte morrida e matada. Tentei cochilar durante a tarde, mas meus pensamentos não deixaram. Tudo em mim pesa. Coloquei meu Moleskine aqui em frente, pra folhear algumas páginas e colocar uns sentimentos bonitos de lá pra cá, mas ele ainda permanece imóvel… com toda sua pequeneza e imponência de versão de bolso. Tem tanto de mim ali dentro! Uma quantidade que não condiz com seu tamanho. E quem disse que o que é pequeno tem pouco? Take the world upon your shooooouldeeeers. Eu sei. Eu e essa minha mania. Não grite, Daniel Johns. Tentei esticar minha perna, mas tudo doeu. Até meu cóccix. Palavra pequena, consoantes demais. Agora doeu até o topo aqui das minhas costas. Hoje, no final do dia, vesti minha blusa de formatura do Ensino Fundamental. Sim, meus caros marconinos, a minha ainda existe. Azul com um ET skatista, dizendo “Nós trouxemos de Marte a fórmula para alcançar o 2º grau”. 98. Ano feliz. Lembranças daquela época me fizeram rir sozinha. Tive vontade de fazer tudo e acabei fazendo nada. Não sei. Só sei que boa, eu não tô!
Anúncios

Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

15 comentários em “Tô boa não!”

  1. Sabe, nesses dias eu só paro e penso que é bom o fato de não estar bem pelo simples fato de não estar bem. Que é só alguma coisa dentro de mim e que amanhã ou depois tudo vai se tornar mais leve. É um pensamento tanto quanto cor-de-rosa demais pra mim. Mas é mesmo a pura verdade.

    De todo jeito, melhoras. 🙂

  2. O importante é nunca ficar caída ao chão, independente do tamanho da queda e sua intensidade. Levantar e seguir, sempre!

    Uso os uniformes da quarta série, até hoje. rs Uma forma de me manter sempre no tempo da escola, rs.

    Beijos e melhoras 🙂

  3. Eu não tenho um moleskine, mas tenho um caderninho que guarda de mim o que os outros não sabem… bom isso, né?
    Espero que o seu equilíbrio tenha voltado já, e que as dores tenham sumido! =)

  4. Eu já sou do tipo desajeitado e desengoçado rs. Embora eu também tente fugir dos desequilíbrios algo em mim supera as tentativas.

    A gente não fica bem mesmo.
    E irrita, porque certas topadas doem na alma…

    aiai.

    Beijocas Carólda. Se cuida meu anjo.

  5. Você não tem noção do quanto eu gosto de ler teus textos. Eu fico lendo e achando cômico, achando irônico, achando abusado, achando apaixonante, achando eu. Mistura tudo, Carol.

    E o grande fato é que caí da cama essa semana. E também não sou NADA distraída, nesse ponto. O bom é que não senti dores. Mas as dores geralmente se manifestam no dia seguinte. Vai entender, né.

    Melhoras! Rs.

    Beeeeeeeeeeijo.

  6. CAROLDA,

    No meu blog, HUMOR EM TEXTO a crônica de humor desta semana é :”Afinal,o que tem por trás disto?”.

    O que será?

    Venha conferir!

    Voltarei sempre aqui.

    Um abração carioca.

  7. Sei bem como é isso, vivo me estrepando por aí. Tenho uma coleção adorável de roxos nas pernas, as vezes nem sei de onde eles vieram. Só aparecem.
    Para todas as dores do mundo, que passem logo.
    Beijos

  8. ai Carolda, nem sei dizer o quanto gosto dos seus textos que falam sobre nada e sobre tudo.
    Isso de cair, carma da minha vida, estou tão acostumada que nem estranho mais, costumo dizer que “a lei da gravidade funciona melhor em mim”. hehe
    Um beeijo!

  9. Ai moça, melhoras!
    Diferente de você, eu não posso dizer que não sou destraída e mantenho meu equilíbrio. Já cai várias vezes, paguei vários micos por conta disso, e vivo cheia de roxas porque me bati em lugares que, na maioria das vezes, nem lembro onde foi. hihihi
    Bjitos!

  10. Não foi o Nietsche que disse que é preciso o caos para gerar uma estrela? Que bom que você não está boa, então! A gente precisa destes momentos pra renascer!
    Dona Carolina, vou pegar seus textos pra transformar em monólogos teatrais, ahhhhh se vou.
    Eu aviso!
    beijos!!!!

  11. De um tombo vc puxou toda uma história de vida.
    Carol, vc me fascina!

    Todo mundo no segundo grau tinha todos os sonhos do mundo e desviou. Quem não?
    Beijos amiga e espero que tenha melhorado do tombo!
    Luize
    http://www.toxicide.org

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s