Do existir… e ser.

Houve um tempo em que eu não sentia. Eu só pensava. Criei paixões platônicas para passar o tempo. Eu não tinha nada para fazer e então preenchia meu tempo e pensamento com coisas vazias. Acreditava em coisas que não devia. Lia livros de autoajuda e achava que aquilo fazia todo sentido. Criava um mundo só meu, onde eu reinava e ninguém me enchia o saco. Até eu sofrer algum tipo de atentado, ser sequestrada, ir viver uma aventura em um lugar bem distante. Viver rodeada de artistas e não ser percebida. Ser filha de alguém famoso ou importante. Mudar o mundo à minha volta.
Até que eu caí. Não, ninguém me disse que aquilo tudo era besteira. Ninguém sabia daquilo tudo aqui dentro. Daquele mundo feliz e vazio e triste e claro e falso. E vazio. Foi quando eu senti de verdade. Um alguém insistiu em me lembrar que eu ainda podia sentir existir ser. Que o mundo real faz sentido. E é o único que existe e pode existir. E aí eu explodi por dentro. Me senti alegre eufórica triste perdida feliz leve pesada culpada livre presa. Explodi e me afoguei em sentimentos. Tive vontade de sair voando e nunca mais voltar. Até eu cair e sentir tudo de novo. Recuperar o ar e existir. Respirar e doer. Me sufocar só para sentir toda essa vida aqui dentro. E existir… ser sentindo. Sendo. Sempre sendo.
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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

21 comentários em “Do existir… e ser.”

  1. É bom despertar de um pesadelo. É bom acordar e ver que o sol ainda está lá no horizonte. É bom saber que ao cair você sente a dor, você finalmente é capaz de perceber o quão é bom existir e ser. Ser em tudo que envolve a vida, todo momento e sensação indescritível que irradia dentro de você e te faz voar, flutuar. Bom é ser assim, e existir…

    e Ser.

    Que lindo texto Carólda.

    Beijos
    🙂

  2. “Criava um mundo só meu, onde eu reinava e ninguém me enchia o saco.”

    Isso é tudo oq eu mais faço. Acho q isso é uma característica de nós 'abrilianos'. Como sempre adoro as coisas q vc escreve. São palavras e sentimentos tão parecidos com as q gostaria de dizer, com tudo oq sinto q as vezes sinto como se as palavras fugissem e eu não tivesse como me expressar…

    bjos!

  3. As vezes criamos um mundo só nosso para nos resguardar ou tentar esquecer de algo que vivemos se é bom ou não eu não sei mas acordar desse sonho é sempre difícil.
    Post poético esse.
    beijos!

  4. Um choque de realidade como esse é sempre bom. Acordar e ver a vida como ela realmente é.

    Gostei do seu blog, vou vir aqui mais vezes 🙂

  5. Eu já passei por isso, e acho que para sair dessa, só algumas “quedas”, ou choques de realidade mesmo. No final das contas, tudo vem para o bem – por mais clichê que isso possa parecer…
    O layout ficou lindo! 🙂
    beijo!

  6. Eu crio o meu mundo, do jeito que eu gostaria de ser e como deveria agir. Mas isso é so uma fuga da realidade e que infelizmente eu custo a ver. Eu sonho tanto que quando fico longe deles eu fico até deprimida.

  7. wow, adorei esse post! Apesar de mais cruel, o mundo real pode ser intenso e maravilhoso. Esse mundo faz sentido sim!

    (www.caixinhadeopinioes.zip.net)

  8. E ai a gente percebe, que de fato faz parte do sentir sentindo, esse cair e voar e pisar em nuvens e de repente sem querer, pisar no chão.

    Tudo faz parte desse sentir sentindo o ser no mais límpido que ele possa ser, sentir e viver, né?

    Um beijo.

  9. Acordar pra vida e perceber que tudo não passou de um sonho, que tudo o que vive não é nada comparado ao que sonhamos. Viver é tão bom, do jeito que as coisas são.

    Agradeço o elogio no meu blog, do simples conto. Até eu me surpreendi com o final, nem eu mesma esperava aquele desfecho. Espero poder contar com mais comentários seus por lá.

    Um beijo.

  10. É bom criar um mundo só seu, mas também não pode acreditar que sua vida não tem sentido. tudo tem algum sentido, é só achar 😉

    beijão ;*

  11. exatamente, é tão ruim no início quando tudo em que acreditamos passa do imaginário para o real, e tem uma peneira bem aí no meio que pega metade, mais da metade, rs, e breca.

    bom vir aqui, bom ler-te.
    beijos,
    prazer!

  12. Seu texto deixa a gente pensando se é literatura ou se é “desabafo”. O que é bom, porque assim a gente não se expõe tanto. Sempre que posso também tento deixar esta dúvida.
    Obrigada pela visita no blog e pelo comentário! Volte sempre!
    beijos!

  13. Carol, me identifiquei com esse texto de tal maneira que copiei e salvei aqui no meu computador. Pra ler e reler sempre que estiver querendo parar de sentir. Porquue sem isso a gente não É, né?
    Beijos

  14. Às vezes é preciso explodir. Sair das cinzas. Ser novo. Só ser.

    Eu tô entrando em mais metamorfose…

    Beijo, Carólda.

    :*

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