Vontade

Que vontade me bateu de escrever! Escrever assim oh, sobre tudo e sobre nada.
Dizer que aquele-que-não-vem (mas é claro que vem!) ainda me faz sentir coisas. Coisas que eu nem deveria sentir mais… se é que existe regra pra sentir. Alguém, em algum ponto da minha vida, me disse que existem regras, sim! Sei lá. O problema todo é que sou fiel ao que sinto. Isso pode sim ser um problema. Antes eu passava por cima do que eu realmente sentia, mas daí veio aquele-que-não-vem e todo aquele mar de sentimentos. Aquela coisa bela e sufocante e feliz e triste e tudo aquilo lá. Que realmente não veio. Mas há de vir. Eu hei de ir, se assim for necessário. Sabe, depois daquela camisa roxa-quase-lilás e todo seu recheio, você sabe. Mas essa vida é mesmo muito louca. Eu insisto no fato de que sentir é complicado, mas as pessoas não acreditam em mim. Sentir tudo, assim, até a última gota, é simples. Para mim é. O problema é a pessoa envolvida. Sempre complica. Ou não. Nem sempre. Sempre é uma palavra complicada. Assim como nunca. Nesse mundo maluco nada é 100% certo. Apenas o que sinto. Uma das poucas certezas que tenho na vida é sentir. E isso me deixa mais leve.
Vontade de comer chocolate até explodir. Beber até cair. Do bom e do melhor vinho. Rir até chorar, chorar até desidratar, desidratar de tanto beber. Morrer. To be reborn, not born again, assim como canta meu querido Daniel Johns. Dos meus arrependimentos, eles não precisam ser apagados. Sei lidar bem com eles. Não fico olhando nem sofrendo em cima do que fiz ou deixei de fazer. Até porque já foi. E quem vive de passado é museu, como disse o meu querido sei-lá-quem. Recebi uma notícia, quis resolver tudo de uma vez, me perdi, sufoquei, estressei, e agora não vou. Não agora. Daqui há algum tempo vai ser mais calmo. E melhor. Tenho certeza.
Empolguei desnecessariamente, mais uma vez. Faz parte. É tudo uma questão de matar a minha vontade. Vontade de você, morrer, viver, sentir, cair, levantar e viver. E sentir. Até eu me sufocar. E viver novamente. Só viver. Simplesmente.
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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

12 comentários em “Vontade”

  1. Carol, seus textos são tão seus que acho que os reconheceria até em outro blog.. enfim.
    Fico me perguntando se o principal sei lá quem desse post é aquele que eu “sei”, haha
    beijos!

  2. Sentir tanto é complicado, eu sei…
    Ah, eu sempre digo: “quem vive de passado é historiador” hehehe

    (www.pollyok2.zip.net

  3. É tipo aquela vontade que nos domina, junto com ansiedade, né? Sei bem o que é isso. O melhor é dar um tempo e aquela respirada básica para enfrentar tudo.
    Gosto muito dos seus textos. Vc consegue escrever com a maior destreza sobre sentimentos tão difíceis de descrever.

  4. Carol, seus textos são tão seus que acho que os reconheceria até em outro blog.. enfim. [2]

    Eu gosto mais do cara da camisa lilás, se me permite opinar. Sei lá. Eu SINTO algo bom sobre ele. E a camisa dele. Eu gosto de lilás. e de roxo também.

    Me chama pro casamento.

    FELIZ ANO NOVO!

    ;D

  5. Os melhores textos são escritos assim no calor do momento, da empolgação, de matar a vontade epor tudo p/ fora. Adorei, querida.
    saudade daki.
    Feliz 2010!
    Beijos!

  6. Às vezes tbm me dá umas vontades assim, de escrever… do nada… sem tema em específico. Aí quando não posto no blog, eu escrevo em um caderno secreto-e-não-secreto… é bom pra libertar as palavras da minha mente.

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