Dain bramage*

… ou algo do tipo.
Daí que eu não sei sobre o que escrever. E então muitos dirão: desde quando precisamos de um motivo pra escrever? Que seja. Vontade eu tenho, mas me falta o assunto. Aliás, por que diabos estou escrevendo? Não sei. Só escrevendo para saber. Ou não.
Férias? Sim, graças ao bom Deus elas chegaram! Mas acabaram de chegar aqui, então não vou dizer nada sobre elas por enquanto. Apenas que quero que elas sejam produtivas. Ponto. Vida acadêmica? É, legal. Esse semestre foi um porre, fiz cadeiras chatas demais, bla bla bla. Tudo bem, em uma matéria ou outra eu até fui feliz em certas horas. E a vida? É, a vida. É bem isso aí. Nada de mais, eu tenho uma vida simples, comum, com algumas emoções aqui e ali, mas nada que mereça um prêmio pela aventura do ano. Ou do século. Mas isso não me preocupa. As emoções que vivo me são suficientes no momento. Emoções estas que muitas vezes me deixam tão excitada quanto estar dependurada em um penhasco, tentando atravessá-lo. Sentimentos são assustadores quando querem. Mas eu sempre sei que vou chegar salva lá do outro lado. Eu sempre chego. Se estarei sã, eu já não posso garantir.

Esse lance de sentir é bastante complicado. E simples. Aliás, é tão simples que fica complicado. Porque eu estou lá, quietinha, alcoolizada, daí vem aquela blusa roxa. Tão linda! É um roxo-quase-lilás, um tom perfeito, sinto vontade de chorar só de lembrar… daquele sorriso acompanhado da blusa roxa. Os dentes brancos em contraste com o quase-lilás. Do perfume e abraços, beijos, risadas, sorrisos e beijos. Naquele dia, àquela altura do campeonato, eu nem reparava nas pessoas. A não ser na caneca de cerveja em minha mão, que se esvaziava e se enchia assim, simplesmente. E aí veio o recheio da blusa roxa. É comestível? Depende do ponto de vista. Saboroso é. Se é. Depois daquilo tudo e uns meses, o nó no estômago. Cara, essa doeu! Vomitei toda a verdade para você alguns dias depois e fiquei mais leve. Você ficou mais leve. Esse lance de que a verdade vos libertará deve ser mesmo verdade. É, bem verdade. E ter aquilo tudo de novo neste último fim de semana foi, de certa maneira, libertador. Não, confortante. Você bem sabe. Ou não.

*trocadalho do carilho com o nome da música Brain Damage, do meu tão-amado-idolatrado-salve-salve Pink Floyd.

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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

13 comentários em “Dain bramage*”

  1. Hmm. Defiitivamente prefiro essa vomitação toda no cara do que guardar isso tudo e vomitar no blog depois. Não que eu não goste de ler, muito pelo contrário. Mas eu gosto de saber que os sentimentos pelas pessoas são sabidos pelos alvos dos sentimentos. Não importa que sentimento seja (NOOOT).

    Queridésima, saudades de você e da sua acidez permanente. (L)
    You know I love you!

  2. Isso porque você disse que estava sem assunto. Gosto muito dos seus posts! E espero que nossas férias sejam produtivas!

    “Sentimentos são assustadores quando querem”-> concordo.

    (www.pollyok2.zip.net)

  3. Você, Carolda, sempre, mesmo quando parece naõ ter muito o que dizer, diz muita coisa.
    Adorei o texto, gosto desse jeito mais rápido de ecsrever, que lembra quase um diálogo.
    Também acredito que é melhor sempre falar, e se não for, nunca consigo guardar pra mim mesmo, então não mudaria nada.
    A verdade ás vezes é bem mais difícil de enfrentar, mas ela sempre deixa as coisas mais definidas, e eu gosto disso.
    Um beeijo!

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