Andei sonhando

Lá estava eu andando meio perdida pelas ruas aqui do bairro. Não me lembro de onde estava voltando, ou para onde estava indo, mas estava com pressa. Entrei em uma rua e reconheci aquela subida… é aquela que fica cheia de meninos de rua, assaltantes, e sempre que passo por ali, algum deles vem atrás de mim e tenta me assaltar. Ou me agarrar. Meu coração disparou pensando no que poderia acontecer… eu tenho mesmo que ir por ali? Não tem outro caminho? É a mesma pergunta que sempre me faço ao passar por aquela rua. Alguém chegou perto de mim e meu coração deu um salto… olhei pra trás e você me abraçou. Ficou feliz em me ver!?, você disse meio afirmando e perguntando. É, basicamente você me salvou de uma enrascada. E daí me convidou pra tomar um sorvete. Fiquei tão feliz e leve de estar ali, que preferi nem falar da minha intolerância à lactose. Uma dessas piranhas oferecidas veio dar em cima de você, fiquei puta e dei um chega pra lá na baranga. Então você riu e foi todo amor…

Até que meu celular despertou.
Era hora de levantar e me arrumar pra ir pra faculdade. Vida dura.

Aos que me leem e têm 15 anos (ou perto disso): não é nada pessoal. É que aqui do alto (!?) dos meus 25 anos fica bem chato quando me vejo diante de uma situação e acabo agindo como quem não sabe o que fazer. Um dia vocês entenderão. Ou não.

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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

6 comentários em “Andei sonhando”

  1. Ahh, nem me fale de acordar de sonhos bons. É muito foda, aff. Só não é tanto quando você pode pô-lo em ação, ha. (6)

  2. Tenho 15 anos, mas eu te entendo… é difiiiicil demais! =/
    Adorei o texto, fico feliz por não me lembrar detalhadamente de meus sonhos, porque ai pelo menos eu não me decepciono quando acorodo! =/

    Beeeijos!

  3. Ain flor, é tão ruim acordar e perceber que tudo não passou de um sonho.

    Seria tão bom se tudo aquilo de bom que sonhamos, pudesse acontecer de verdade, não é mesmo?

    Já imaginou se a pessoa a quem amamos nos fizesse uma surpresa dessa sem ao menos esperarmos?
    Porém, como você falou, a vida é dura, não vivemos um conto de fadas, eis a verdade…

    porém, não custa nada sonhar um pouquinho mais de vez em quando, mesmo com os meus dezessete anos eu ainda tenho a esperança de encontrar o príncipe encantado. Se isso é utopia ou não, isso só o tempo poderá me dizer.
    Beijos para a minha escritora querida, Carolda 🙂

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