TPM…

de cu é rola.

E um nó se fez em meu peito. Assim mesmo, do nada. Não vi, nem li, nem ouvi nada de emocionante. É um nó daqueles que quando se fazem, pra desfazer só chorando litros. Muitos deles, até desidratar. Mas infelizmente meu orgulho não me deixa ser totalmente mulherzinha. Engulo o choro, digo pra mim mesma que é besteira. Chorar é para os fracos, você tem mais com o que se preocupar.
Sabe, chorar só porque meus hormônios resolvem entrar em ebulição uma vez por mês é pura besteira. Há tantos problemas piores pelo mundo, não é mesmo? Fome, guerras e mais toda essa merda. Não é porque eu me sinto o último ser da face da Terra que eu tenho o direito de sair praguejando por aí. Não é porque aquela minha colega-linda-por-quem-todos-os-homens-babam e esquecem de minha existência que tenho de odiar todas as mulheres lindas do mundo. Desejar que todas morram por alguns segundos, só pra eu saber como é reinar absoluta. Não mesmo.

Pior do que pré, é aquela que se torna pós. Porque tudo vem pior do que já estava. Toda a vontade de chorar só porque eu vi uma flor linda, o céu azul, a lua redonda brilhando e reinando lá no alto… tão linda. Majestosa. Enorme. Tão enorme que chega a me sufocar. E ela caga para o que eu penso. Então eu amo aquela bola que ilumina o céu e caga para o que penso ou sinto. Porque ela está lá, reinando absoluta, e fazendo com que a noite fique linda sem pedir nada em troca.
Tudo vem em dobro. Pior ainda é estar discutindo um trabalho em plena cantina da faculdade, olhar pra cara dele e ter vontade de agarrá-lo ali mesmo. Agarrar e beijar até sugar tudo de bom que tem ali dentro. Toda aquela cultura e finesse. Só pra ver no que dava. E cagar para o que os outros pensassem. Aliás, seria legal mesmo se todos morressem e só nós dois ficássemos ali. Discutindo literatura até eu morrer. Ou ter vontade de matá-lo por ser tão cult e irritantemente charmoso em meio à sua ansiedade.
É chegar ao ponto de ligar pra casa e dizer: “Mãe, posso ir pra casa nesse fim de semana também? Tô carente!” Claro, pra minha mãe eu posso mostrar minha fraqueza. Ela vai rir de mim, mas é minha mãe, então ela pode. É amar em dobro. Olhar pra minha irmã que chegou da França há dois dias, sentir orgulho daquela pentelha e ter vontade de gritar pro mundo o quanto pago pau pra ela. O quanto amo essa capeta. Ter vontade de deitar minha cabeça em seu ombro e ficarmos de mãos dadas contemplando o céu ali, do Topo do Mundo. É amar tanto, mas tanto, que tenho a sensação de que meu peito vai explodir. Não pode caber tanto sentimento aqui dentro. Isso não é normal. Amar assim não deve ser muito saudável. Vai ver é daí que vem aquele nó. Porque amar sufoca, dói. É mesmo um sentimento filho da puta. E a mulher que o pariu com certeza foi uma puta mulher, no melhor dos sentidos.
É cometer um leve erro e me sentir a pior pessoa do universo. Enquanto a outra pessoa já está rindo e nem se lembra mais do que eu falei. Me irritar com uma linha que caiu no meio do quarto. Ter vontade de matar qualquer ser vivo que cruze meu caminho. Torturar formigas. Arquitetar planos de aniquilação em massa. Sentir meu rosto queimar de raiva simplesmente porque alguém olhou pra minha cara. Morra, filho da puta! Nunca viu?
Me tornar tão ácida que chego a sentir minha língua queimar. Junto com meu estômago. E tudo fica quente, até o que não deve. Então tenho vontade de agarrar quem eu não devo. Ou devo e não posso. Ou posso e não quero. Ou quero e ele não quer. Que seja. São todos um bando de incompetentes. Bandiputo. Que seus respectivos paus apodreçam e caiam.

The grass was greener
The light was brighter
The taste was sweeter
The nights of wonder
With friends surrounded
The dawn mist glowing
The water flowing
The endless river

Forever and ever

PS: É, dei uma sumida básica. Final de semestre na faculdade, aquela loucura que todos já conhecem.

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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

8 comentários em “TPM…”

  1. ô, nem fala…também to no fim de semestre de facul…momento complicado!
    seu post sobre tpm lembrou a tpm de uma amiga minha (eu não tenho tpm ha-ha)

    (www.pollyok2.zip.net)

  2. TPM é tenso, rende momentos tensos e vontades mais tensas ainda, dessas que a gente não sabe de onde ve, ou dessas que a gente guarda não sei onde e acha vez ou outra não sei porquê. Ou quando se está na tpm. Enfim.
    Eu simplesmente amei a parte da lua. E a parte que você fala da sua irmã. Ficou lindo, sublime.
    Beijos

  3. Menine, que texto, hein? hm'
    Tá, eu quase matei alguém por causa da bendita tpm na semana passada, ela é triste, quem sofre são as mães, amigos, amores, etc. Todo mundo sofre e a gente “caga” pra isso, né? Que eles sintam toda dor, raiva, amor e afins que estamso sentindo também u.u rs
    Já te disseram que tua escrita lembra Tati Bernardi? /)

    E sim, é gostoso escrever tudo que se sente sem se importar com o que os outros pensam, eu faço isso, você faz, e o resto… é só o resto, como você diz, bandiputo 😛

  4. Post profundo. Ok, entendo, é a tpm. Sabe que essa merda não me atinge? Eu mando todo mundo pra pqp só por olharem para a minha cara o mês todo.

    E, ok. Eu mato por um chocolate na tpm. Mas é só. O resto sou eu mesma.

    Ah, mudei o endereço do blog. Depois qdo der, muda lá o link. Também, se vc quiser. Se não quiser não muda. Ou muda mês que vem. Enfim, vc que sabe. rs.

    Beijo.

  5. tpm é phoda mesmo, com ph e tudo…

    mas sinceramente, te rendeu um post ótimo, com a melhor descrição de um nó na garganta que eu jamais imaginei ler.

    gostei 😀

    bjuxx ;**

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