O meu namorado, o Wolverine

Namorado? Peguete, ficante, que seja. Esse mundo moderno me confunde.
Celular tocando… mas agora? Ah, você tá aqui perto? Tudo bem, pode passar aqui, estou em casa.
Xiiii, a coisa está feia. Lá vem ele todo valentão me xingar…
Guarde as garras, amor. Eu sei que deixei de fazer algumas coisas, mas é tudo recuperável. Vem cá, fica bravo não. Essas suas veias querendo pular pra fora da pele não te deixam bonito. Desinche, abaixe essa guarda. Não vê que sou eu? A mesma de sempre. Aquela que não sente.
Que mané Gambit! Aquela cara de galã não me engana. Sexy ele é, mas ninguém ganha de você… esse seu cabelo desarrumado, sua cara de valentão, voz grossa, barba a fazer, garras afiadas. Mais do que as minhas, aliás. Sente o drama? Então, vem cá. Deixa eu te adular só um pouquinho… guarde as garras, amor. Sou eu. Euzinha. Aquela que não sente nadinha. Isso, fique calmo. Vem cá, me abrace. Pode usar e abusar. Eu deixo. Você pode. Só você.
Espere! Tá maluco? Vai pular em cima de mim? E os quilos de Adamantium no seu corpo? Muita calma nessa hora. Ah, vai… não me olhe com essa cara. Amor, respire fundo. Desinche. Olhe as garras! Não aponte essas pontudas na minha cara! Ooohhh!
– Quietinha aí que agora eu vou falar. EU, tá me entendendo? Senta aí! Não, eu não vou desinchar, muito menos guardar as garras. Você bem gosta que eu sei. Não adianta me olhar com essa cara de cachorro que perdeu o dono; e esse papo de que é a que sente nadinha já encheu. Comigo não cola. O malvado aqui sou eu. Você sente muito bem que eu sei. Aliás, todo mundo aqui sabe. Chega. Você vai tomar coragem, levantar a bunda do sofá e deixar tudo pra trás. Ouviu bem? Pra trás. Quem vive de passado é museu. Pegue tudo isso que você tem aí dentro, esse mar de sentimentos ou qualquer coisa do tipo, e vá viver. Perca esse medo, mulher! Arranque isso tudo daí, use essa energia e vá viver! Quem é de ferro aqui sou eu. Não ria, isso não foi uma piada. Tô falando sério, sérião.
E pare de me chamar de amor, você sabe muito bem que este não sou eu.
Tá bom, também não precisava gritar. E não, você realmente não é meu amor. Sad but true. Agora desinche, desfaça essa cara de mau e guarde as garras. Isso. Não, deixe o cabelo como está, desarrumado é mais você. Topa uma despedida? Então venha comigo. E guarde essas garras, já me arranhei demais por hoje.

 

Não sei quanto à vocês, mas saí do cinema huiegheig hoje. O filme terminou, voltei pra casa querendo fazer parte de alguns pedaços deste. E tive vontade de chorar. Agora dá licença que vou ali viver.
Porque, oi? Se o Wolverine mandou, quem sou eu para contrariar…
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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

7 comentários em “O meu namorado, o Wolverine”

  1. AI CAROL, esse post me deu muita vontade de assistir Wolverine. Mais do que eu já tava sentindo! huuheuhhuee
    Adorei tu falando por ele, mas, hum, acho que ele não diria “serião”. Essa palavra é muito a tua cara! hahahha
    beijos

  2. Ai, mas esse filme é tão tudo de bom! Odeio filmes de ação, mas aguento o tempo que for de pancadaria (e achando ótimo, é claro) se for pra ver filme de super herói. Ai, como amo! Homem Aranha ainda é meu favorito, mas Wolverine seria meu amante fácil, fácil.
    E o texto ficou muito ótimo, sua cara. Adoro demais o jeito que você escreve.
    Beijos

  3. HAHAHA Eu vi esse filme final de semana passado. Gostei bastante até. Mas com certeza, né? Se o Wolvie (eca! HAHAHAH) mandou tem que obedecer. 😛
    Beijocas

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