hruhjd

Viemos subindo pra cá e minha amiga-amore ia pegar o ônibus naquele ponto. Opa! Ele não para aqui… sem problemas, Carol. Eu desço de novo, tem muita gente na rua ainda.
Continuei o caminho pra casa sozinha. Minhas anteninhas apitaram: Carolina, já é quase meia-noite, você vai mesmo subir pra casa sozinha? Aquele pedaço ali é meio escuro e você não vai encontrar ninguém andando na rua. E quem disse que quero encontrar alguém? Quem eu quero está longe, muito longe. Não vai aparecer aqui no meio da rua. Além do mais, tô a dois quarteirões de casa, vou pegar um taxi? Nem morta, a grana está curtíssima. E o que pode acontecer? Nada, não vai acontecer nada. Não hoje. Subo a rua rapidamente, sempre olhando pra trás. É claro, eu tenho medo da morte. Ou qualquer coisa do tipo. Não vejo ninguém, nem o policial que sempre faz a ronda noturna por aqui… ando mais rápido. Sinto o vento frio no meu rosto. Meu coração dispara. É emocionante saber que estou sozinha na rua, completamente vulnerável… minha adrenalina subiu (ou desceu?) legal, adorei aquela sensação de euforia. Cheguei em casa sentindo calor. Muito calor. Efeito da adrenalina.
Uai filha, seu rosto tá vermelho! Como você voltou pra casa?
Ah, foi o blush que peguei emprestado. E voltei sozinha, andando.
Esperava algum tipo de sermão, mas nem ouvi nada. Menos mal.
Agora são quase 3h da manhã. Estou com um pouco de frio há algum tempo, mas sabe-se lá por que diabos ainda não fui buscar uma blusa pra mim. E meus pés estão gelados.
E o cheiro de maconha que ainda não saiu do meu nariz. Às vezes paro pra pensar se se eu fumasse as coisas seriam mais fáceis. Beber lá eu não pude, digo, não quis. Bebi muito vinho lá no sítio, tive dor de cabeça o dia todo. O cara que eu peguei em Arraial d’Ajuda. Nem era lindo, mas puta merda, quanto charme em uma pessoa só. E aquele outro lá? Mais enrolado, impossível. Nem apareceu. Mas ele é tão diliça. Ah! se eu fosse um pouquinho mais cara de pau… só um pouquinho mesmo.
E essa maconha impregnada no meu nariz? Vai ver era porque eu deveria ter fumado, não cheirado a fumaça alheia… sua lerda!

 

There is no dark side of the moon, really.
Matter of fact, it’s all dark.


* Boiou? Então leia o post anterior para os devidos esclarecimentos (y)
Ou não.
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Autor: Carolda

Carolina. Canhota, 32, já vivi outras vidas em castelos.

7 comentários em “hruhjd”

  1. Fico muito curiosa toda vez que leio teus textos. Fico me perguntando quem é esse cara que mexe tanto contigo! heuheuhheue
    beijos

  2. Ah não, fumar maconha daí também já é demais! O cheiro é nojento, fica tudo impregnado.
    Tem uns caras que nem são lindos, mas que tem um charme que conquista. Dá vontade de dar uns beijos de novo.
    Eu queria ser mais cara de pau, como eu queria!
    Sou medrosa demais pra andar à noite em lugar escuro e vazio.

  3. As vezes me dá essas ligas quando eu tenho que voltar sozinha tarde da noite p/ casa ahuahauh felizmente não te aconteceu nada e eu tbm odeio cherar a fumaça da maconha dos outros e do cigarro tbm! ahuahuah
    beijão querida!

  4. Eu te aconselho a ficar só no cheiro mesmo.. rs

    E andar na rua sozinha não me dá mais medo, sabe? Sinto a maior sensação de liberdade. À noite, no escuro, sem ninguém… bom.

    Beijo.

  5. Ai Carol, acho seus textos sobre esse cara do sorriso bonito que te deixa louca tão demais.
    Você deveria escrever pra ele, ele não ia ficar indiferente, aposto!
    beijos

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